quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

31 de Janeiro

Amanhã faz 117 anos desde o dia 31 de Janeiro de 1891, onde surgiu a primeira tentativa de derrubar a monarquia. Na sequência do ultimato inglês e do mapa cor-de- rosa, há um sentimento de decepção para com este regime político, onde se sente que este já não responde aos anseios e expectativas da população, havendo também um sentimento de perda de identidade nacional.

Nesta data, pelas 2 horas da manhã, várias tropas, lideradas principalmente por sargentos, concentraram-se no Campo de Santo Ovídio, tocando-se pela primeira vez a Portuguesa. As tropas fazem assalto à Câmara do Porto, onde perante o entusiasmo da população, é deposta a Monarquia e instaurada a República, dirigindo-se depois os militares para a R. de Sto. António (actual 31 de Janeiro), a fim de tomarem o Quartel General. No entanto, a Guarda Municipal, entricheirada no cimo da rua, conseguiu conter os revoltosos e a recém nascida República acabou sendo deposta num banho de sangue.
Tinha no entanto, sido feita a primeira tentativa de implantação da República.

E esta é a prova que contra a vontade do povo, nada se pode fazer. Pode demorar um pouco, é certo, mas o povo é quem mais ordena.

sábado, 26 de janeiro de 2008

INEM





Se isto que aconteceu não fosse tão grave, até dava para rir...É incrivel como estascoisas acontecem, e é incrivel como podem bombeiros estar sozinhos num quartel e nem sequer sabem o que fazer.
Mais grave ainda é o ministro da Saúde estar, neste preciso momento a apresentar gráficos e a dizer que os portugueses confiam no sistema de saúde. Que remédio!!! Como se estar à espera 10/15 minutos que o INEM atenda, e esperar 20 minutos que ambulânciachegue ao local fosse sinal de eficiência. E isto nas grandes cidades...Nas terras perdidas no meio do monte o tempo é o triplo.
Olhe Sr. Ministro, espero que não tenha nenhum familar a residir numa aldeia perdida de Trás os Montes ou do Alentejo, e que o socorro chegue a tempo.
É que o preto a si não lhe fica bem...

domingo, 20 de janeiro de 2008

Change

Uma nova etapa da vida abre-se à minha frente...algo por que ansiava há já algum tempo. O curioso é que quando a noticia caiu-me no colo, fiquei assustada e um pouco apreensiva...Afinal é uma mudança e uma situação completamente nova.
Não é curioso? Algo a que se almejava torna-se realidade e a primeira reacção é entrar em pânico...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Fumo


Ontem fui jantar fora e depois fui a um bar. Havia qualquer coisa de diferente...perguntei a mim mesma o que seria, olhei em volta, e de repente percebi: não havia fumo de tabaco!

Que me desculpem os fumadores, mas esta lei foi uma verdadeira maravilha. Finalmente, estava em sítios em que se pode respirar, sem correr o risco de levar com uma baforada de fumo. Finalmente fui a um bar sem regressar a casa com a roupa e o cabelo a tresandar a fumo de tabaco.


E não me venham lá com o discurso que esta lei é fascista e limitadora das liberdades. Afinal a liberdade de cada um acaba, quando entra em rota de colisão com a liberdade de quem está ao lado. Porquê que carga de água, que eu, não fumadora, hei-de levar com o fumo dos outros? Porquê que os fumadores teriam direito a fumar em espaços fechados e a prejudicar quem está ao lado, e que não fuma? Afinal quem são os egoístas? Deve-se proteger quem não fuma, e não o contrário.

Esta lei só peca por ser tardia...Já devia ter sido publicada há mais tempo!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Ano Novo

Sempre que batem as 12 badaladas que separam o dia 31 de Dezembro do dia 1 de Janeiro, assiste-se a uma apoteose por parte das pessoas que estão a assistir a uma passagem de ano. Multiplicam-se os beijos, os abraços, os desejos e as promessas...

Qual a razão para tanto alarido? A sensação que se tem no Ano Novo, é que uma nova vida está a começar. O Ano Velho, juntamente coma nossa velha vida, são queimados no fogo de artificio, e parece que se abre um novo capítulo...

Mas não é isto ilógico? Afinal, a nossa vida continua a decorrer como até agora, continua a haver um continuum. Se fossemos nós os senhores do Tempo, cheira-me que arrancaríamos páginas atrás de páginas do livro da nossa vida, em vez de as conservarmos religiosamente e aprendermos com os nossos erros, e crescermos com as nossas experiências.

This used to be my playground