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Mensagens

A mostrar mensagens de Julho, 2013

Mas (Só gosto de ti)

Chegaste com a luz Que traz a primavera Silhueta que seduz Quando nada se espera.
Entraste no abrigo Onde a vida me guarda Um beijo e um sorriso Tocaste a minha alma A minha alma.
 Mas só gosto de ti Haja o que houver Será sempre assim Venha quem vier.
Tomaste conta de mim E do meu coração Mulher que um dia vi Perdida de paixão.
Sei que por ti esperei Mil anos de vidas Amor que encontrei
Nada é impossível Impossível.
Mas só gosto de ti Haja o que houver Será sempre assim Venha quem vier
Mas (Só gosto de ti) - UHF

A VOLTA AO MUNDO

Nós somos um, nós somos iguais
Em vez de falarmos mandamos postais
Nós somos dois, nós somos pardais
Fomos alvejados por cantar demais 

Tira-me os pregos debaixo dos pés
Vamos caminhar por outras marés

 Eu vou dar a volta ao mundo
Para roubar mais um segundo
Quero beijos seus

Voltarei em boa hora
O regresso não demora
Quero beijos teus

Nós desta vez sabemos que prevês
Casar viver nas torres de um jogo de xadrez
Tira-me os pregos debaixo dos pés
Vamos caminhar por outras marés

Eu vou dar a volta ao mundo
Para roubar mais um segundo
Quero beijos teus

Voltarei em boa hora
O regresso não demora
Quero beijos teus

Ciclo Preparatório e Lena d'Água

Soberania??

Ficámos a saber que Paulo Portas é homem capaz de trair na sexta-feira a consciência pessoal que invocara na terça-feira para tomar a decisão "irrevogável" de sair do Governo. Apreendemos as maravilhas de ser país do Eurogrupo com dívida de 72 mil milhões de euros ao FMI, à Comissão Europeia e ao BCE: só podemos ter um ministro das Finanças se aquela troika gostar, só podemos antecipar eleições se essa troika não se importar, só podemos mudar de governo se a dita troika nada objetar. E sem discussão! Não sabemos, caso tenhamos eleições regulares em 2015, se os resultados terão, também, de ser previamente aprovados. Talvez não. Ensinaram-nos mais: o Presidente da República só dá opinião sobre um novo acordo de coligação governamental depois de o senhor holandês Jeroen Dijsselbloem dizer que está "muito satisfeito" com o resultado e de o senhor alemão Wolfgang Schäuble ratificar "o bom caminho" retomado... Nem a Madeira nem os Açores, alguma vez, se sujeita…

A republica das bananas

Para não destoar de um dia surreal, quando cheguei ao Palácio de Belém e me indicaram a entrada pelo Museu da Presidência, ninguém me perguntou nada ou pediu identificação. Achei estranho, mas, francamente, o que é que é estranho num dia assim? Lá me passaram o saco naquela coisa para ver das bombas e mandaram-me "subir a rampinha". Quando lá cheguei acima, à sala de chão preto e branco que conhecemos das TV e onde as câmaras e jornalistas se acumulam, uma senhora sorridente perguntou-me: "É familiar?" Confusa, respondi: "Não, sou jornalista." A senhora pareceu igualmente confusa, dando lugar a um segurança que me exigiu a identificação e me informou de que teria de "ir lá abaixo"(à entrada do palácio) "acreditar-me". Ou seja: se tivesse respondido "sim" à senhora, poderia entrar e assistir, tirar notas se me apetecesse e até talvez fotografar com o telefone; sendo jornalista, tinha de voltar atrás e de caminho perder a cerim…