E se algum dia almejar chegar a algum lugar na governação deste país e tiver vergonha de não ter habilitações, não se inquiete. Aqui, é possível comprar 1 canudo...
quarta-feira, 18 de abril de 2007
Vende-se...
sexta-feira, 13 de abril de 2007
Fica comigo esta noite
Ele esperava ansioso por aquele momento ao fim do dia...a troca de mensagens, a excitação, as pulsações, tudo num crescendo...Quando chegava por fim ao pé dela, as roupas eram despidas num ápice e atiradas para um qualquer canto, os lábios procuravam-se desesperadamente, as mãos tocavam todo o corpo com sofreguidão e a loucura reinava naquele quarto. Só se ouviam as respirações aceleradas e os gemidos que entrecortavam o ar...
Depois da loucura do primeiro êxtase, vinha a calma e languidez a acompanhar o segundo êxtase, e assim ficavam a gozar aquela volúpia.
Ele, invariavelmente, tentava ficar por lá, e passar a noite com ela, a beijar aqueles lábios ternos, abraçar aquele corpo que ele tanto queria, amá-la e adormecer junto dela, mas ela, também invariavelmente, expulsava-o, ordenando-lhe que se vestisse e que se fosse.
"Cruel", pensava ele; "Não me quero apaixonar por ti", pensava ela. Julgava ela que, fugindo à intimidade, pudesse evitar sentir algo mais por aquele homem. Mas a verdade é que estava cada vez mais enleada naqueles negros olhos, que parecia que a liam por dentro e lhe queimavam a alma e as suas defesas...
Até que num fim de dia, tendo apenas a lua, as estrelas e as trevas como testemunhas, quando já estavam aninhados nos braços um do outro, ela murmurou-lhe ao ouvido "Fica comigo esta noite..."
sexta-feira, 6 de abril de 2007
Casa do Alentejo
Quem passeia na Rua das Portas de Sto. Antão, em Lisboa, e passa pela porta cujo número é o 58, não imagina o que se esconde por trás daquela porta, aparentemente igual a tantas outras e sem qualquer atractivo de especial. É a Casa do Alentejo, que foi edificado para confratenização dos muitos Alentejanos que imigraram para a grande cidade em busca de melhores condições de vida. Hoje em dia, pode-se assistir a tertúlias, cantares, e concertos de piano, principalmente ao Domingo. E quem se pode esquecer do restaurante? O bom vinho alentejano, a boa comida (principalmente as migas com carne. Humm...), as doces sobremesas. E que sobremesas!! O pão de rala, a sericaia... Tudo para aumentar as calorias, mas vale a pena. Recomenda-se vivamente uma visita à Casa do Alentejo.
E a propósito da palavra "Centro" no Palavra puxa Palavra, deixo-vos aqui algumas fotos da Casa do Alentejo, em Lisboa (vejam lá se não vale a pena a visita).
E a propósito da palavra "Centro" no Palavra puxa Palavra, deixo-vos aqui algumas fotos da Casa do Alentejo, em Lisboa (vejam lá se não vale a pena a visita).
Photographed by Mac
segunda-feira, 2 de abril de 2007
Rótulos
Segundo o Diário de Notícias de hoje, a formação dos pais é decisiva no sucesso escolar dos filhos, sendo que "um estudante oriundo de uma família com um nível cultural elevado tem dez vezes mais oportunidades de chegar ao ensino superior do que os que não têm essa mais-valia. E, entre os que entram, os antecedentes culturais e económicos - dois factores quase sempre interligados - pesam decisivamente no tipo de curso que se consegue alcançar."
Detesto estes esteriótipos. É como se nos pusessem um código de barras, e dissessem: esta é a tua finalidade, à qual não podes escapar. O que dizer então de pessoal da minha geração (tenho 33 anos), cuja maioria dos pais só tinha a 4ªclasse? Só a partir da década de 90, é que a maioria dos pais, passaram eles próprios a ter 1 canudo nas mãos. E o nós, os que nasceram antes da década de 80? Sendo asim, a conclusão lógica seria que os nossos canudos foram comprados na Univ. Independente, uma vez que os nossos papás eram quase uns iletrados.
Detesto rótulos...
Detesto estes esteriótipos. É como se nos pusessem um código de barras, e dissessem: esta é a tua finalidade, à qual não podes escapar. O que dizer então de pessoal da minha geração (tenho 33 anos), cuja maioria dos pais só tinha a 4ªclasse? Só a partir da década de 90, é que a maioria dos pais, passaram eles próprios a ter 1 canudo nas mãos. E o nós, os que nasceram antes da década de 80? Sendo asim, a conclusão lógica seria que os nossos canudos foram comprados na Univ. Independente, uma vez que os nossos papás eram quase uns iletrados.
Detesto rótulos...
terça-feira, 27 de março de 2007
Improviso
Este é o meu Improviso. Para ver mais Improvisos ir a Palavra Puxa Palavra.
quinta-feira, 22 de março de 2007
Pântano Primaveril
A Primavera já chegou...É o momento do ano em que a noite e o dia têm igual duração.
Segundo a cultura Celta, este seria o tempo para Rituais de fertilidade, ocasião na qual a vida se renovaria, sendo tido como um momento de união e amor entre a Deusa (Lua) e o Deus (Sol), pois é um período de igualdade e equilíbrio entre as forças da Natureza, e isso indica também que é o momento ideal para fortalecer a energia de complementaridade entre homem e mulher.
Na Primavera de 2007, assistimos a um pântano político cada vez mais putrefacto: não se distingue a direito da esquerda, misturando-se ideologias ao gosto de cada um; o triste espectáculo de Domingo vem demonstrar que a sede de poder de uns e outros, colocando-se acima de qualquer moral ou qualquer desejo de renovação política. O que vale é que o povo é de memória curta e daqui a uns meses tudo será esquecido, voltando o Paulinho (sim, que ele vai levar a dele avante) a ter a popularidade que sempre teve.
Quanto à complementariedade entre homem e mulher, é triste ver que, tantos anos volvidos da luta das mulheres pelo seu lugar na sociedade, há hoje, um programa de televisão que faz das mulheres um bando de cabeças ocas, ouvindo da sua própria boca que é praticamente impossível aliar beleza e inteligência...E mais triste ainda é ver uma pessoa como a Clara Pinto Correia a compactuar com este tipo de programa. Muito sinceramente, esperava mais desta senhora...
Isto é a prova mais que provada, que o dia 8 de Março, é apenas mais um dia no calendário...
sexta-feira, 16 de março de 2007
Entardecer
- © MAC -
A tarde estava a chegar ao fim...entrei naquele local pequeno e acolhedor, com as paredes pintadas a castanho e creme, a fazer lembrar barras de chocolate.
Nas prateleiras, chávenas e bules de chá, de todas as cores e feitios.
Nas mesas, o fondue de chocolate, os scones e o doce cheiro das infusões que se desprendem das chícaras.
Nas cadeiras, idosas senhoras, amigas de há longos anos, a beberem esse doce néctar; grupos de jovens a regalarem-se com o doce fruto do cacau; alguém a ler um livro junto da janela.
Lá fora, o Entardecer baixa os seus braços sobre a terra, pintando-a com toda a sua paleta de cores.
quarta-feira, 7 de março de 2007
domingo, 4 de março de 2007
Saturno
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
Visões Nocturnas
Estas fotos foram tiradas dos jardins do Solar do Vinho do Porto. Um local a visitar, para ter uma conversa aprasível, ler um bom livro, ter um momento calmo e beber um Cockburn's Special Reserve.
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007
Porto
Foi-me pedido pela Né que fizesse um post sobre o Porto. Em primeiro lugar, eu não sou natural do Porto, sou do Bombarral (perto de Caldas da Rainha), portanto tudo o que aqui for dito não é bairrismo nortenho. Quando há 12 anos cheguei a esta cidade, detestei-a. Afinal estava habituada às grandes ruas de Lisboa, ao aspecto límpido dessa cidade, e ao sol do Sul. Encontrava-me numa cidade com ruas estreitas, onde por vezes o sol não penetra, e de aspecto lúgubre, com prostitutas em cada esquina, que não tinham vergonha de se mostrar.
Passados alguns meses passei a amar esta cidade. Porquê? Não sei dizê-lo...Eu gosto de fazer a seguinte comparação: Lisboa é uma daquelas pessoas muito bonitas que se cruzam connosco e que nós ficamos siderados, mas depois conhece-se um pouco melhor, e vemos que nada tem para oferecer, sendo até fútil. O Porto é daquelas pessoas que te causa indiferença, chegando a tocar as raias da antipatia, mas depois dás uma chance e vês que é uma pessoa maravilhosa.
Acho que foi isso que aconteceu...dei uma chance, e descobri coisas que me encantam, para não falar de que a indiferença e a frieza que caracterizam uma cidade cosmopolita ainda não chegaram aqui. Pode-se ir no autocarro e de repente entabular conversa com alguém, podes cair no passeio e perguntam-te se precisas de ajuda.
Uma aldeia em ponto grande? Sim, é. Uma pronúncia que às vezes consegue irritar? Sim, também. Mas sempre que passo a Ponte da Arrábida e vejo aquela paisagem, sinto-me bem, sinto que ainda tenho muito para conhecer desta cidade. Como diria o Rui Veloso,"E é sempre a primeira vez em cada regresso a casa".
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