sábado, 18 de setembro de 2010

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Chains

Imagem retirada daqui

...E passamos a vida numa vã tentativa de quebrar as correntes que nos aprisionam...


segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Máscaras

No Teatro D.Maria II está em exibição a peça "Um eléctrico chamado Desejo" , obra de Tennessee Williams, peça que eu estou com uma enorme expectativa em ir ver...Adoro este autor, pela sua linguagem ambígua e velada, e pelas personagens que constrói. Personagens complexas, com muitos fantasmas...
Claro que elas não nos são apresentadas desta maneira. São-nos apresentadas de uma forma um pouco altiva, prepotente, como se o mundo fosse deles, e ao longo da peça essa máscara vai caindo...É-nos apresentada a sua humanidade, as suas fraquezas, e essa máscara vai-se decompondo e destruindo.
O que me leva às máscaras que algumas pessoas constroem...não deixa de ser interessante estarmos num evento, um jantar, por exemplo, e observar aquelas pessoas que estão ao nosso redor. É interessante ver que, afinal algumas formas de estar,um pouco incompreensíveis para mim, não são mais do que isso: máscaras...
Máscaras que escondem a vulnerabilidade, máscaras que escondem a tristeza, máscaras que escondem a solidão...
E é interessante vê-las cair. E sinto pena, pela necessidade que se cola à pele de as utilizarem...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Diário do quotidiano

Levanto-me às 6h00,
Um pequeno-almoço pouco nutritivo e à pressa…
Corro para apanhar o barco,
Acompanham-me as conversas fúteis
E os suores dos sovacos alheios,
Procuro alhear-me refugiando-me no meu mp3.
O barco atraca,
Acompanho a manada…

Chego ao trabalho,
A realidade não é muito diferente…
A manada pica o ponto,
É controlada e contada,
Verifica-se se ninguém se tresmalhou…
Dirigem-se à cocheira respectiva,
Ruminam e regurgitam papéis e futilidades…
Historietas sobre a sua família, os sobrinhos, o marido…
Como se me interessasse minimamente as suas patéticas vidinhas…

A hora do trabalho acabou finalmente,
Enfrento mais uma vez o sacrifico dos suores estranhos,
Chego a casa,
Preparo o jantar congelado,
Vegeto no sofá em frente à TV…
Tentativa de homicídio ao pensamento crítico,
Tentativa de condicionamento de ideias diferentes
Através da injecção de ocas imagens…

Deito-me…
Amanhã é outro dia…
Dia igual a este…

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Porque os outros se mascaram mas tu não

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
- Sophia de Mello Breyner Andresen -

domingo, 15 de agosto de 2010

Cores

Imagem retirada daqui

Quero olhar para o que me rodeia, mas não a preto e branco...
Dêem-me cores, com todas as suas nuances...
Não quero a vida escrita num catálogo...
Apenas a quero viver.


Retirado daqui

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A soldado desconhecida

"Josefa, 21 anos, a viver com a mãe. Estudante de Engenharia Biomédica, trabalhadora de supermercado em part-time e bombeira voluntária. Acumulava trabalhos e não cargos - e essa pode ser uma primeira explicação para a não conhecermos. Afinal, um jovem daqueles que frequentamos nas revistas de consultório, arranja forma de chamar os holofotes. Se é futebolista, pinta o cabelo de cores impossíveis; se é cantora, mostra o futebolista com quem namora; e se quer ser mesmo importante, é mandatário de juventude. Não entra é na cabeça de uma jovem dispersar-se em ninharias acumuladas: um curso no Porto, caixeirinha em Santa Maria da Feira e bombeira de Verão. Daí não a conhecermos, à Josefa. Chegava-lhe, talvez, que um colega mais experiente dissesse dela: "Ela era das poucas pessoas com que um gajo sabia que podia contar nas piores alturas." Enfim, 15 minutos de fama só se ocorresse um azar... Aconteceu: anteontem, Josefa morreu em Monte Mêda, Gondomar, cercada das chamas dos outros que foi apagar de graça. A morte de uma jovem é sempre uma coisa tão enorme para os seus que, evidentemente, nem trato aqui. Interessa-me, na Josefa, relevar o que ela nos disse: que há miúdos de 21 anos que são estudantes e trabalhadores e bombeiros, sem nós sabermos. Como é possível, nos dias comuns e não de tragédia, não ouvirmos falar das Josefas que são o sal da nossa terra?"
-
FERREIRA FERNANDES, in DN -

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

The uncertainty hang's over me ...
What brings to my memory, do I really exist or am I the product of somebody's imagination?

This used to be my playground