sábado, 8 de fevereiro de 2014

"Vou sair para a rua, apetece-me andar à chuva. 
Sentir o peso da tempestade nos ossos. 
Enterrar-me na própria tempestade. 
A chuva escorrendo pela cara lavar-me-á da poeira da noite insone e do medo, branco medo daqueles tortuosos corredores onde me perco durante o sono, e procuro uma mão, uma corda de luz, um pedaço de espelho que me indique o caminho para ti." 

- Al Berto, em Diários

domingo, 5 de janeiro de 2014

Waves of emotion


Amanhã, ou enquanto dormes - agora mesmo -, vou pensar em ti


Amanhã, ou enquanto dormes - agora mesmo -, vou pensar em ti. Intensamente: até que as horas me doam sobre a pele, e o movimento dos dias passe como aves que perdem o sentido do voo - até que tudo o que me rodeia toma a forma do teu corpo.
E em mim circules - quando estendo a mão por dentro da noite e te acordo, no fogo dos meus olhos.

- Al Berto

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Sempre e irremediavelmente sós

«Quando as coisas são verdadeiramente importantes, quando se chega ao limite de cada coisa, estamos sós. Sempre e irremediavelmente sós.»

Não te deixarei morrer, David Crockett (A Solidão), Miguel Sousa Tavares

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Being normal is boring...


O tempo sujo

Há dias que eu odeio
Como insultos a que não posso responder
Sem o perigo duma cruel intimidade
Com a mão que lança o pus
Que trabalha ao serviço da infecção
 
São dias que nunca deviam ter saído
Do mau tempo fixo
Que nos desafia da parede
 
Dias que nos insultam que nos lançam
As pedras do medo os vidros da mentira
As pequenas moedas da humilhação...
 
- Alexandre O'Neill

This used to be my playground