segunda-feira, 7 de novembro de 2011

This man...


Um dia ousei nascer...
Furei pelas entranhas da vida pontapeando e gritando.
E assim vivi...
Rasgando a miséria, desafiando a sorte e o fado que me estava destinado...
Nunca virei costas a um desafio, e enfrentei-os de peito aberto.
E ousei amar...
Amei com todas as fibras do meu corpo, com a mesma sofreguidão com que vivia a vida,
Entregando-me sempre com uma entrega renovada...

O fado bate constantemente à minha porta...vivi, amei, sofri, perdi.
Vivo com a perda perpétua, restando-me a desilusão e o peso dos anos.
Resta-me agora esperar a morte, 
Ousando assim desejá-la e torná-la minha amante...
Porque tardas tanto?

1 comentário:

  1. Anónimo15:05

    espaço renovado...gostei.....
    parece me ainda bem mais luminoso.....
    apesar de me sentir sempre em casa por aqui....
    um texto teu á semelhança do meu..puro e intimista.....para quem o entenda

    uma saudavel e sincera beijoca!

    Paulo santos
    No interior do Norte

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The summer is gone III