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Mensagens

A mostrar mensagens de 2011

My lovely Mirror

Look at the mirror It doesn't know you anymore
It doesn't talk anymore
It doesn't kiss you anymore
You don't know who you are
You just have to know that mirror look
And all, everyone, everything, is too much
For you...

- The Gift/my lovely mirror -

Smoky Black

Passing by...

Big City

http://olhares.aeiou.pt/ve_passar_o_metro_foto4763661.html

No interior da grande cidade de todos está a cidade pequena em que realmente vivemos.- José Saramago

Camuflado

This man...

http://olhares.aeiou.pt/st_foto4951463.html
Um dia ousei nascer... Furei pelas entranhas da vida pontapeando e gritando. E assim vivi... Rasgando a miséria, desafiando a sorte e o fado que me estava destinado... Nunca virei costas a um desafio, e enfrentei-os de peito aberto. E ousei amar... Amei com todas as fibras do meu corpo, com a mesma sofreguidão com que vivia a vida, Entregando-me sempre com uma entrega renovada...
O fado bate constantemente à minha porta...vivi, amei, sofri, perdi. Vivo com a perda perpétua, restando-me a desilusão e o peso dos anos. Resta-me agora esperar a morte,  Ousando assim desejá-la e torná-la minha amante... Porque tardas tanto?

Heróis do Mar

Visões de mulher

Todos os equilíbrios são instáveis

E um dia, uma tristeza avassaladora abateu-se sobre ele, como uma noite sem lua, deixando-o completamente desesperançado. Mas o que não se vê não deixa de existir: todos os equilíbrios são instáveis.
- Luis Ene -

Air

O corpo voa, observando a alma despojada cá em baixo...
A Minha solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de pessoas… Detesto quem me rouba a solidão, sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia…. - Friedrich Nietzsche

Às vezes...

...tolda o pensamento...
Encolhemos debaixo da nossa pele,
Resequimos perante ele.
Criamos rotinas para nos sentirmos mais seguros...
E assim ficamos...quietos à espera que passe.

Eu sei, mas não devia

Retirado daqui
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos
e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor.

E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma acender mais cedo a luz.
E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado.
A ler jornal no ônibus porque não pode perder tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá pra almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.
E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja número para os mortos.
E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações …
Imagem retirada daqui
‎"Se o orgasmo é a pequena morte, será a masturbação o pequeno suicídio?"

Estrela da Tarde

Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia

Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia

Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza

Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram

Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de toda…

Onde tu me Quiseres

"Sem cor, sem tom
Com a voz que Deus me deu
Eu sei que sou
O que sempre desejei
O canto que canto
Aos quatro cantos vai
E é meu, é teu
E além-mar ou mais

Eu vou, eu estou onde tu me quiseres
Eu vou, eu estou onde tu me quiseres
Porque no amor nunca é demais amar

Sem rumo sem norte
Com o amor que Deus me deu
Irei de peito aberto
Para onde o destino me levar
O pranto que sinto
Cada vez que te canto
O Amor é fruto
Do que sentes por mim

Eu vou, eu estou onde tu me quiseres
Eu vou, eu estou onde tu me quiseres
Eu vou, eu estou onde tu me quiseres
Porque no amor nunca é demais amar

Eu vou, eu estou onde tu me quiseres
Eu vou, eu estou onde tu me quiseres
Porque no amor nunca é demais amar."

- AMOR ELECTRO -

Reflections of a Skyline

"Tantas pessoas vivem numa rotina tão exata, que é difícil de se acreditar que elas vivem pela primeira vez." 
- Stanislaw Jerzy Lec -

The Tree of life

Nascimento, Crescimento, Morte... Extinção, Renovação... Passado, Presente... Inocência, Desilução... A Natureza como manifestação de Deus, Ou a Natureza como o próprio Deus?...
Imagem retirada daqui
"Mulheres meio despidas encostadas à parede..."

Fechei-me à chave

Imagem retirada daqui
Fechei-me à chave e atirei com a chave...
Imagem retirada daqui

Contos de Fadas...

"A Disney mudou várias gerações e a minha não é exceção. Na verdade, sempre que uma relação termina, não são raras as vezes que oiço as mulheres queixarem-se de que a culpa é da Disney, que as ensinou - no baixo dos seus 5 anos - que existem príncipes encantados e que vão viver felizes para sempre.Recordo-me que, há uns anos, num daqueles "jantares de emergência" que se fazem entre amigas depois de uma delas ter terminado uma relação "que seria para a vida", a protagonista da história - a minha amiga, advogada de profissão - informava que devia processar a Disney por publicidade enganosa.Foi dessa altura que surgiu a categorização de que vos falo de seguida:O Príncipe (Branca de Neve): o panhonha
O príncipe da Branca de Neve ganha uns pontinhos por ter sido o primeiro na nossa vida (e nós gostamos disso), mas as suas qualidade acabam por aqui. Este príncipe é o típico panhonha - não faz nada de especial, limita-se a ficar ali especado à espera que tudo aconteça…

Esqueci-me...

Foto retirada daqui
Esqueci-me dos meus dedos debaixo da tua pele...

Pleasure

Imagem retirada daqui
Abandonada ao prazer, Espoliada de toda a razão e racionalidade... Firmo as costas contra o chão e deixo-me arrebatar...

Strange

Imagem retirada daqui

Caverna

Imagem retirada daqui
Hoje, como ontem, continuamos a habitar a caverna de Platão. Vivemos rodeados de sombras e pensamos que esse é o mundo real... Alguém nos disse que esta é a realidade, E nós aceitamos...

Relativity

Imagem retirada daqui
E quem disse que o mundo tem de ser redondo, E quem disse que existem cores? Convenções... Tudo é relativo...

Rain

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Scape

Imagem retirada daqui
Deixei os sapatos abandonados e corri... Quem disse que eu queria ser a Cinderela e esperar por uma madrinha e um principe?

Viver

Há fins de semanas que são espectaculares, que nos lembram que ainda estamos vivos, que sentimos, que ainda pulsamos...
É bom ter um fim de semana sem qualquer tipo de responsabilidade, sem pensar em trabalhos ou em horas, apenas tirarmos bom proveito de estarmos vivos...
Andei de bicicleta, fui ver os Gift, andei na areia atrás de 1 cão...fiquei com os musculos a doer, com as pernas sem poder mais, mas só me vem 1 pensamento à cabeça:
Estou VIVA, estou VIVA, estou VIVA!!!!
“No fundo sou sozinha. Há verdades que nem a Deus eu contei. E nem a mim mesma. Sou um segredo fechado a sete chaves. Por favor me poupe. Estou tão só. Eu e meus rituais. O telefone não toca. Dói. Mas é Deus que me poupa.”
- Clarice Lispector
E hoje é o 119º aniversário do primeiro gelado sundae... Pode ser um gelado de massas, mas aquele gelado branco fofinho com o topping de chocolate por cima...hummmm...

East or West?

Photographed by Mac
«…”We live” writes Pursewarden somewhere, “lives based upon selected fictions. Our view of reality is conditioned by our position in space and time – not by our personalities as we like to think. Thus every interpretation of reality is based upon a unique position. Two paces east or west and the whole picture is changed”. Something of this order…»Balthazar (Second volume of The Alexandria Quartet), Lawrence Durrell, Penguin Books

I Touch Myself

PHOTOGRAPHER: BOXER Os meus dedos vagueiam, encontrando o feminino triângulo aveludado... Deleito-me, perco-me... Não quero voltar a ser encontrada. Quero ficar por aqui, Arrebatada, perdida, eu e os meus dedos e o meu triângulo...

PHOTO: ТИШИНА

PHOTO: ТИШИНА

Photo: Windows

PHOTOGRAPHER: ILYA RASHAP

O Povo está cansado...

Imagem retirada daqui
Imagem retirada daqui

Imagem retirada daqui
http://www.ionline.pt/conteudo/110207-nao-basta-sair--rua-e-preciso-saber-onde http://www.ionline.pt/conteudo/110229-caderno-notas-um-manifestante
Esta manifestação, ao contrário do que muitos tentaram passar, não era só para os jovens...era para toda a gente que está em situação precária. As pessoas de 45/50 anos que têm o "azar" de ver a fábrica em que sempre trabalharam, falir, e os patrões fugirem com o dinheiro, ainda estão em pior situação que os jovens acabados de tirar a licenciatura...Nem toda a gente tem a "sorte" de acabar a sua licenciatura a 1 Domingo... Os politicos não vêem, ou não querem ver: Geração à Rasca, Homens da Luta, Manuel Alegre (quando era independente,) é toda a face da mesma moeda, ou seja, descrédito total, desconfiança e cartão vermelho a toda a uma classe política e aos Velhos do Restelo... O povo está cansado destes políticos...

Extase...

Photographer: Игорь Шитиков

Cavalgo no teu corpo,
Deixo-me levar pelas ondas do desejo,
Sentindo-o crescer cada vez mais,
Finco as unhas na tua pele,
Sinto-te duro dentro de mim...

Passos Solitários

Imagem retirada daqui

Os passos solitários deambulando...
O peso dos pensamentos, da solidão, deixam marcas profundas na areia molhada,
Os pés movem-se lentamente,quase pedindo licença para se colocarem um à frente do outro...

127 HOURS

Fui ver este filme ao Fantas e foi fenomenal...mostra-nos a vontade e determinação do ser humano, mostra-nos que o egoísmo traz algumas consequências desagradáveis, deixa-nos a pensar se, realmente, todos os passos que demos na nossa vida foi para levar-nos àquele sítio e àquela circunstância...
A mim incomoda-me esse pensamento, pensar que terei a minha vida delineada e planeada, e todas as decisões que tomei, todos os caminhos que escolhi estavam pré determinados...
Destino, Fado...Incomoda-me pensar que posso apenas ser uma marionete, um joguete, e que ao fim ao cabo tudo estava decidido...
Acredito sim que as nossas acções têm consequências, e que um contínuo de acções poderão levar-nos a uma circunstância, benéfica ou trágica...

Fallen Angel

Photographer: О. Шелегеда
Hoje cai em mim...
Tomei consciência da minha condição de pecadora,
Caindo em tentação pela luxúria, pela gula, pela ira...
Sinto frio...
Sinto a minha alma gélida...
Hoje,
Percebi que sou mortal...

Reduzi-nos à servidão, contanto que nos alimenteis

“Não há nada mais sedutor aos olhos dos homens do que a liberdade de consciência, mas também não há nada mais terrível. Em lugar de pacificar a consciência humana de uma vez por todas mediante sólidos princípios, Tu lhe ofereceste o que há de mais estranho, de mais enigmático, de mais indeterminado, tudo o que ultrapassava as forças humanas: a liberdade. Agiste, pois, como se não amasses os homens... Em vez de Te apoderares da liberdade humana, Tu a multiplicaste, e assim fazendo, envenenaste com tormentos a vida do homem, para toda a eternidade...” "Nenhuma ciência lhes dará pão, enquanto permanecerem livres, mas acabarão por depositá-la a nossos pés, essa liberdade, dizendo: ‘Reduzi-nos à servidão, contanto que nos alimenteis’" - Dostoievski, in "Os Irmãos Karamazovi" -

Os homens veneram a palavra liberdade, e a sensação de poderem voar livremente sem barreiras, mas têm medo do precipicio e da insegurança...Preferem servir e a subserviência, desde que isso impliq…

PATOS SELVAGENS

PATOS SELVAGENS

“ Era uma vez um bando de patos selvagens que voava nas alturas. Lá em cima era o vento, o frio, os horizontes sem fim, as madrugadas e os poentes coloridos. Tudo tão bonito! Mas era uma beleza que doía. O cansaço do bater das asas, o não ter casa fixa, o estar sempre voando e as espingardas dos caçadores... Foi então que um dos patos selvagens, olhando lá das alturas para a terra aqui em baixo, viu um bando de patos domésticos. Eram muitos. Estavam tranquilamente deitados à sombra de uma árvore. Não precisavam voar. Não havia caçadores. Não precisavam buscar o que comer: o seu dono lhes dava milho diariamente. E o pato selvagem, invejou os patos domésticos e resolveu juntar-se a eles. Disse adeus aos seus companheiros, baixou seu voo e passou a viver a vida mansa que pediu a Deus. Assim viveu por muitos anos. Até que... Até que, num ano como os outros, chegou de novo o tempo da migração dos patos selvagens. Eles passavam nas alturas, no fundo azul do céu, grasnando, …

Phanton

Photographer: Оксана Арт

Like a phanton, I walk in this earth...
Wandering in search...
Search of, of what??
Don't remember,
Phantons don't have memory...

Dark...

Photographer: Dmitry Ageev

My dark soul waits for the darknest hour...

Heavy Cross...

I want...

Choro!

Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro
as crianças violadas
nos muros da noite
úmidos de carne lívida
...onde as rosas se desgrenham
para os cabelos dos charcos.

Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro
diante desta mulher que ri
com um sol de soluços na boca
— no exílio dos Rumos Decepados.

Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro
este seqüestro de ir buscar cadáveres
ao peso dos poços
— onde já nem sequer há lodo
para as estrelas descerem
arrependidas de céu.

Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro
a coragem do último sorriso
para o rosto bem-amado
naquela Noite dos Muros a erguerem-se nos olhos
com as mãos ainda à procura do eterno
na carne de despir,
suada de ilusão.

Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro
todas as humilhações das mulheres de joelhos nos tapetes da súplica
todos os vagabundos caídos ao luar onde o sol para atirar camélias
todas as prostitutas esbofeteadas pelos esqueleto de repente dos espelhos
todas as horas-da-morte nos casebres em que as aranhas tecem vestidos para o sopro do
silêncio

Ter ou não ter namorado, eis a questão

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remunerada de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão, é fácil. Mas namorado, mesmo, é muito difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega do lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção não precisa ser parruda, decidida ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.

Quem não tem namorado é quem não tem amor, é quem não sabe o gosto de namorar. Há quem não sabe o gosto de namorar... Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padar…
Die Tanzerin, by Gustav Klimt

I'm going slightly mad

Janeiras

Vamos cantar as janeiras
Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas solteiras
Vamos cantar orvalhadas
Vamos cantar orvalhadas
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas casadas
Vira o vento e muda a sorte
Vira o vento e muda a sorte
Por aqueles olivais perdidos
Foi-se embora o vento norte
Muita neve cai na serra
Muita neve cai na serra
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra
Quem tem a candeia acesa
Quem tem a candeia acesa
Rabanadas pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza
Já nos cansa esta lonjura, Já nos cansa esta lonjura
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem anda à noite à ventura
Vamos cantar as janeiras,Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas solteiras
Vamos cantar orvalhadas,Vamos cantar orvalhadas
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas casadas