terça-feira, 28 de junho de 2011

Estrela da Tarde


Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia

Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia

Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza

Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram

Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram

Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto

Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto.
- ARY DOS SANTOS -

Onde tu me Quiseres

"Sem cor, sem tom
Com a voz que Deus me deu
Eu sei que sou
O que sempre desejei
O canto que canto
Aos quatro cantos vai
E é meu, é teu
E além-mar ou mais

Eu vou, eu estou onde tu me quiseres
Eu vou, eu estou onde tu me quiseres
Porque no amor nunca é demais amar

Sem rumo sem norte
Com o amor que Deus me deu
Irei de peito aberto
Para onde o destino me levar
O pranto que sinto
Cada vez que te canto
O Amor é fruto
Do que sentes por mim

Eu vou, eu estou onde tu me quiseres
Eu vou, eu estou onde tu me quiseres
Eu vou, eu estou onde tu me quiseres
Porque no amor nunca é demais amar

Eu vou, eu estou onde tu me quiseres
Eu vou, eu estou onde tu me quiseres
Porque no amor nunca é demais amar."

- AMOR ELECTRO -

sexta-feira, 17 de junho de 2011

"Tantas pessoas vivem numa rotina tão exata, que é difícil de se acreditar que elas vivem pela primeira vez." 
- Stanislaw Jerzy Lec -

quarta-feira, 8 de junho de 2011

The Tree of life



Nascimento, Crescimento, Morte...
Extinção, Renovação...
Passado, Presente...
Inocência, Desilução...
A Natureza como manifestação de Deus,
Ou a Natureza como o próprio Deus?...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

sábado, 7 de maio de 2011

Contos de Fadas...

"A Disney mudou várias gerações e a minha não é exceção. Na verdade, sempre que uma relação termina, não são raras as vezes que oiço as mulheres queixarem-se de que a culpa é da Disney, que as ensinou - no baixo dos seus 5 anos - que existem príncipes encantados e que vão viver felizes para sempre.

Recordo-me que, há uns anos, num daqueles "jantares de emergência" que se fazem entre amigas depois de uma delas ter terminado uma relação "que seria para a vida", a protagonista da história - a minha amiga, advogada de profissão - informava que devia processar a Disney por publicidade enganosa.

Foi dessa altura que surgiu a categorização de que vos falo de seguida:

O Príncipe (Branca de Neve): o panhonha


O príncipe da Branca de Neve ganha uns pontinhos por ter sido o primeiro na nossa vida (e nós gostamos disso), mas as suas qualidade acabam por aqui. Este príncipe é o típico panhonha - não faz nada de especial, limita-se a ficar ali especado à espera que tudo aconteça. É tão pouco importante que nem tem nome. Não há paciência.

Recordemos a história: (blá, blá, blá) a Branca de Neve come a maçã envenenada e é colocada no caixão. O príncipe, que andava ali pela floresta, não se sabe muito bem a fazer o quê, tropeça no caixão de cristal por acaso (nestas histórias o vidro é sempre cristal), e... não faz absolutamente nada! Limita-se a levar a pobre moça para o castelo, para a venerar. No caminho a carruagem tropeça e o pedaço de maçã que estava na garganta de Branca de Neve sai, trazendo a princesa de volta à vida. A intervenção do próprio? Nenhuma. Além disso veste-se mal, usa uma capa ridiculamente curta e collants. Por favor. Não começamos bem.

Aladino: bom-coração e boa-cabeça


O Aladino é um herói com pinta. É o típico homem que as nossas mães querem como genro e as nossas amigas nos dão cotoveladas a dizer entre sussurros: "grande sorte, ele é mesmo o pai dos teus filhos". O homem Aladino é inteligente, esperto, ágil, generoso e procura a justiça. Luta para poder alimentar o seu povo (que fofinho!) e é corajoso até mais não (luta contra uma cobra gigante com apenas uma pequena e humilde espada). Para além disso, usa aquela roupa descontraída (um pequeno colete que revela o seu belo "six-pack") e faz-nos sonhar com "Mil e uma Noites". Já ganhou! Se tem um homem assim, prenda-o em casa.

Peter-Pan: a eterna criança


O homem Peter-Pan é provavelmente uma das piores personagens masculinas com que alguma vez se vai cruzar na vida real: tem um ar tão querido, destemido e divertido que nos dá uma vontade irresistível de o adotar para o resto da vida. O problema? É que nunca cresce! O homem Peter-Pan tem aversão a compromissos, foge das responsabilidades "como o diabo da cruz" (sempre quis utilizar esta expressão) e é altamente imaturo a tomar decisões. Se tiver paciência para o "acabar de criar"... ótimo, senão, antevejo graves problemas e algumas desilusões (tirei um curso com o professor Karamba). O melhor é mandá-lo de volta para as saias da mãe.

Hércules: o betinho de Cascais falido


O Hércules é o típico miúdo que nasceu numa família rica (caramba, o rapaz é descendente de um Deus) mas que depois se teve de fazer à vidinha como um simples mortal. Foi para a capital, lutou contra uns monstros, e quando estava quase a morrer salvou-se, salvou mais umas pessoas e tornou-se objeto de desejo de qualquer mulher. É oself-made man que no fundo, no fundo teve uma ajudinha. Se este homem fosse português, provavelmente teria um belo emprego porque o pai tinha mexido uns "cordelinhos" (a famosa cunha) ou teria um apelido sonante que lhe abriria muitas portas apesar de não ter um tostão. O problema é que nunca ninguém chegaria a saber se ele é mesmo competente ou se foi tudo um "acaso de sucesso". Para si, pode ser uma boa aposta, desde que consiga perceber que o homem tem mesmo talento.

Príncipe Eric: o "bon vivant"


Para quem não está assim a ver logo quem é este príncipe, eu dou uma ajudinha: é o príncipe da "Pequena Sereia". O príncipe Eric é um rapaz simpático, gosta de velejar, é giro, descontraído, romântico e rico. Na verdade é um bom vivant no sentido positivo da palavra e um ótimo partido para as mulheres. Gosta de mulheres ousadas, (afinal a Ariel é a única personagem de desenhos animados que alguma vez fez uma cena de nu integral) mas nem por isso deixa de ser tímido: leva um filme inteiro para beijar a rapariga e nem mesmo um passeio romântico de barco e um coro inteiro de rãs, gaivotas e peixes fez com que o rapaz tomasse a iniciativa! Força Eric, tu consegues.

Monstro: o colega de carteira da secundária


O Monstro (da Bela e do Monstro) é um dos meus heróis favoritos. Faz lembrar o típico colega da escola secundária, que era o nosso melhor amigo mas que nunca teve namorada porque era ou magro ou gordo demais, tinha borbulhas, e como era alto tinha um ar meio desajeitado. Quando o cruzamos com ele, uns anos depois, é um homem com uma aparência extraordinária, inteligente, carinhoso (afinal passou a adolescência toda a estudar e a sentir-se sozinho) e agora o que mais quer é encontrar a mulher da sua vida e fazer muitos monstrinhos. Hum... Adorável. Só não aparecem é muitos deste"

Retirado daqui

sábado, 23 de abril de 2011

domingo, 17 de abril de 2011

Pleasure

Imagem retirada daqui

Abandonada ao prazer,
Espoliada de toda a razão e racionalidade...
Firmo as costas contra o chão e deixo-me arrebatar...

This used to be my playground