quarta-feira, 25 de outubro de 2006

Quentes e boas!


Quentes e boas! Quentes e boas!
Andar na rua e sentir aquele cheirinho de castanhas no ar...
É uma dúzia se faz favor...
O embrulho é um jornal. Nada de fitas ou papéis coloridos. Um simples jornal.
E depois sentir aquele quentinho nas mãos.
Afastamo-nos, mais bem dispostos, dando lugar a outros fregueses,
E o vendedor, com a cara marcada pelo tempo, continua com o seu pregão:
Quentes e boas! Quentes e boas!

12 comentários:

  1. Com a tua descrição fiquei com água na boca e o olfacto aos saltos...quentes e boas, cozidas e assadas, adoro-as...bom resto de semana ;)

    ResponderEliminar
  2. Ainda não as vi, mas agora já as espero com apetite reforçado.

    Abraço.

    ResponderEliminar
  3. :) cheira a Outono e S.Martinho!

    ResponderEliminar
  4. pois, tb não consigo resistir ...sempre ke os vejo lá vou eu gastar 1.50€ numa dúzia. ainda bem ke há tradições ke se mantêm.

    beijinhos

    ResponderEliminar
  5. Piresf, ainda não as viste? Tens saído pouco de casa... :-)
    Gala, só 1.5€ a dúzia? Tens apanhado saldos...

    ResponderEliminar
  6. Hoje quando passei pelo Campo rande vi dois senhores a vender castanhas, que coisa boa!!! E o cheirinho? hmmmmmm, adoro o Outono.Abraço, Mac!

    ResponderEliminar
  7. Desculpa ser longo mas o impulso que tive foi lembrar desta letra do Ary dos Santos

    O homem das castanhas

    Na Praça da Figueira,
    ou no Jardim da Estrela,
    num fogareiro aceso é que ele arde.
    Ao canto do Outono,à esquina do Inverno,
    o homem das castanhas é eterno.
    Não tem eira nem beira, nem guarida,
    e apregoa como um desafio.

    É um cartucho pardo a sua vida,
    e, se não mata a fome, mata o frio.
    Um carro que se empurra,
    um chapéu esburacado,
    no peito uma castanha que não arde.
    Tem a chuva nos olhos e tem o ar cansado
    o homem que apregoa ao fim da tarde.
    Ao pé dum candeeiro acaba o dia,
    voz rouca com o travo da pobreza.
    Apregoa pedaços de alegria,
    e à noite vai dormir com a tristeza.

    Quem quer quentes e boas, quentinhas?
    A estalarem cinzentas, na brasa.
    Quem quer quentes e boas, quentinhas?
    Quem compra leva mais calor p'ra casa.

    A mágoa que transporta a miséria ambulante,
    passeia na cidade o dia inteiro.
    É como se empurrasse o Outono diante;
    é como se empurrasse o nevoeiro.
    Quem sabe a desventura do seu fado?
    Quem olha para o homem das castanhas?
    Nunca ninguém pensou que ali ao lado
    ardem no fogareiro dores tamanhas.

    Quem quer quentes e boas, quentinhas?
    A estalarem cinzentas, na brasa.
    Quem quer quentes e boas, quentinhas?
    Quem compra leva mais amor p'ra casa.


    Adoro o cheiro das castanhas...
    Kiss, até outro instante.

    ResponderEliminar
  8. uhmmmmm...
    que cheirinho bom solta o teu bloggg....
    Adoro as quentes e boas!!!
    SIM em papel de Jornal o Paginas amarelas!!!
    Que se lixe as normas europeias e sei lá que mais....
    Há coisas que so assim mesmo....

    Um beijo com sabor a castanhas para ti minha mais doce amiga!

    Paulo

    ResponderEliminar
  9. Louco, esse poema do Ary é lindo.
    Amigo Paulo, as normas europeias só servem para estragar. Primeiro os queijinhos, agora as castanhas. Qualquer até o nosso presunto é vítima. Valha-nos Deus!!

    ResponderEliminar
  10. Ainda hoje de tarde passei por um vendedor de castanhas.
    Aquele cheirinho que se espalhava por toda a baixa de Coimbra era delicioso.

    Ainda não me vi tentada a comprar porque sou preguiçosa para as descascar :P

    ResponderEliminar
  11. Tira meia dúzia para um pobre português... Mas dá-me num cartucho que tenho os bolsos rotos... Queimaram-se com castanhas mais quentes mas não tão boas...
    Por acaso este ano as castanhas têm um sabor especial!

    ResponderEliminar
  12. Secreta11:40

    E são mesmo quentes e boas , eu adoro!
    Beijito.

    ResponderEliminar

The summer is gone III