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Relatividade

Photographed by Mac


Este rio que me afasta de ti, é o mesmo que me leva para junto de ti...

Comentários

  1. Saudações
    às vezes aquilo que nos afasta é o que nos une...
    Abraços

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  2. Ke bonito amiga! Gostaria de poder dizer o mesmo.
    E parabéns pela foto :)

    beijinhos e boa semana

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  3. Duas frases, um imenso sentido. Num rio há sempre duas margens, resta-nos saber sempre em qual delas queremos estar. Bom resto de semana!

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  4. Fiquei impressionada com o seu comentário no blog do meu amigo Defensor.
    Imaginava q essa inércia e amoralidade do povo brasileiro fosse característica exclusiva nossa.
    Pelo jeito é mais grave, o ser humano está cada dia mais individualista, se preocupando apenas com o próprio umbigo e "danem-se os outros".
    Não sei aonde isso nos levará, mas com certesa não será a um futuro gloriosos.
    Parabéns pelo seu blog, morei em Lisboa por mais 10 anos na minha juventude e guardo belas recordações de sua terra.

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  5. Relativamente à relatividade...lembrei-me que alguém disse um dia: "segue o teu caminho que eu sigo o teu"

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8

Conceito de fim...



Ontem abri aleatoriamente as páginas de um livro, tinha um leve cheiro do teu perfume. Estremeci, a tua memória preencheu-me.

Por momentos esqueci as minhas noites solitárias, tantas noite em que chorei até pensar que já não teria nada dentro de mim, em que todo o sentimento, toda a dor, toda a perda, foram derramadas sobre a almofada, essa almofada a que me agarro nessas noites que parecem não terminar, essa almofada que acalma os pesadelos que teimosamente insistem em visitar-me. Sinto-me oca, vazia, de tanto chorar...A gata, que ocupou o teu lugar na cama, acorda muitas vezes comigo a gritar o teu nome, acorda comigo empapada em suor. Coitada da bichana, mia baixinho junto do meu ouvido, numa tentativa de me reconfortar, o que até resulta, mas os pesadelos da tua ausência são uma visita constante.

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7

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O autocarro partiu e a porta atrás dela se fechou.
Carregada de sacos onde cabiam os sonhos que o mundo apagou,
Só pensava em fugir de uma vida sacrificada, na rotina de vida em que tombou.
Saiu de casa com os seus sacos mal o dia madrugou,
Regressa a casa com os seus sacos já a noite se fechou,
Sempre com os seus sacos, mais um dia que acabou.
Carrega uma vida nas pernas que o mundo desengonçou,
As mãos grosseiras, a pele acabada, de tanta casa que limpou.
Quando chega a casa ainda vai cuidar da filha que gerou,
A sopa num ápice tragou,
Enquanto a filha o peito mamou,
Mas de tão cansada nem a própria casa arrumou.
Chega o marido, traste, bêbado, canalha, bate-lhe e ela nem notou,
Mais um dia que se passou.
Deitou-se dorida e sonhou,
Sonhou com uma porta enferrujada que sobre ela se fechou
Ali, com uma pedra com o seu nome ela se deparou
E ela finalmente descansou...