Avançar para o conteúdo principal

Cry America


Os teus traumas são os traumas do mundo - Vietname, 11 de Setembro.
Avé terra da globalização!! Os que morrem debaixo dos teus escombros te saúdam!
Morrem incógnitos, anónimos, em desespero, na solidão do teu betão.
Morrem por uma causa inútil...
Chora agora sobre as tuas cinzas, sobre os teus cadáveres sem nome espalhados no solo.
As tuas lágrimas correm pelas ruas, mas não lavam o teu sofrimento, a tua vergonha.
Fica o silêncio, opressor, tudo em volta dominado por ele, quase se pode tocar...
Dizem que neste sítio nunca nada irá voltar a crescer...
É uma terra estéril, marcada para morrer.


Comentários

  1. Eles choram, mas tb têm culpa... :( e isso é ainda mais revoltante. bj

    ResponderEliminar
  2. Gostei !(do post...)

    fantastica colagem entre a imagem e a palavra!
    Um capitão sensivel perante a derrocada da evidencia!
    Tiro-te o chapeu em vénia!
    Parabens!

    Paulo.


    --------------

    Obrigada pelo teu comment. O proximo post é para cumprir o prometido.

    Um beijo

    ResponderEliminar
  3. Adorei Mac... Mesmo...

    :,(

    ResponderEliminar
  4. Subescrevo cada uma das tuas palavras.

    Bj

    ResponderEliminar
  5. Chile, 11 de Setembro. E tantas outras datas. E tantos outros mortos... Chora América, sim! Por múltiplas razões. **

    ResponderEliminar
  6. Procuro o inicio e o fim. Se alguém os vir...

    ResponderEliminar
  7. buenas esses senhores do mundo assim decidem e cavam as entranhas cruéis de nossa herança.eles se fazen dignos,nós também comungamos do mal.rss
    abraços

    ResponderEliminar
  8. Gostei do post mas gostei imeeeeenso da imagem!

    ResponderEliminar
  9. De greve??????

    Vim dar-te um beijo e dizer que JÁ cumpri o prometido!!!!
    É favor passar no meu blogg para ver!!!!!

    muntos beijos e um bom fim de semana!!!

    ResponderEliminar
  10. Dói ainda mais por correr o rumor de que é suicídio, esta morte... Que "Império" é este, que se auto-destrói?

    Beijo (e correndo uns posts mais abaixo, Trás-Os-Montes é de facto lindo, minha terra de adopção)

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

8

Conceito de fim...



Ontem abri aleatoriamente as páginas de um livro, tinha um leve cheiro do teu perfume. Estremeci, a tua memória preencheu-me.

Por momentos esqueci as minhas noites solitárias, tantas noite em que chorei até pensar que já não teria nada dentro de mim, em que todo o sentimento, toda a dor, toda a perda, foram derramadas sobre a almofada, essa almofada a que me agarro nessas noites que parecem não terminar, essa almofada que acalma os pesadelos que teimosamente insistem em visitar-me. Sinto-me oca, vazia, de tanto chorar...A gata, que ocupou o teu lugar na cama, acorda muitas vezes comigo a gritar o teu nome, acorda comigo empapada em suor. Coitada da bichana, mia baixinho junto do meu ouvido, numa tentativa de me reconfortar, o que até resulta, mas os pesadelos da tua ausência são uma visita constante.

Às vezes penso se estes pesadelos não serão a minha consciência a gritar de culpa. Cheguei a desejar a tua morte, sabias? Houve uma altura em que me fartei de correr para…

7

Era uma porta enferrujada. E ela entrou.

O autocarro partiu e a porta atrás dela se fechou.
Carregada de sacos onde cabiam os sonhos que o mundo apagou,
Só pensava em fugir de uma vida sacrificada, na rotina de vida em que tombou.
Saiu de casa com os seus sacos mal o dia madrugou,
Regressa a casa com os seus sacos já a noite se fechou,
Sempre com os seus sacos, mais um dia que acabou.
Carrega uma vida nas pernas que o mundo desengonçou,
As mãos grosseiras, a pele acabada, de tanta casa que limpou.
Quando chega a casa ainda vai cuidar da filha que gerou,
A sopa num ápice tragou,
Enquanto a filha o peito mamou,
Mas de tão cansada nem a própria casa arrumou.
Chega o marido, traste, bêbado, canalha, bate-lhe e ela nem notou,
Mais um dia que se passou.
Deitou-se dorida e sonhou,
Sonhou com uma porta enferrujada que sobre ela se fechou
Ali, com uma pedra com o seu nome ela se deparou
E ela finalmente descansou...