Avançar para o conteúdo principal

Praia


Fugi em direcção à praia, a sentir um enorme distanciamento em relação ao mundo. Deixei-me cair, amortecida pela suave areia. Diante de mim encontrava-se um imenso mar de um azul avassalador, e o céu lá ao longe prenunciava o aproximar duma tempestade. No alto da falésia o erodido farol iria assistir a mais um espectáculo da natureza . E de repente senti-me de novo em fusão com o mundo, a comungar da sua força...


Texto publicado no 1ºJogo das 12 letras no Eremitério

Comentários

  1. Excelente, muito bem conseguido.

    ResponderEliminar
  2. Gostei e fui espreitar o Eremitério. Tenho de lá voltar com mais tempo

    ResponderEliminar
  3. Salve
    ...meu abrigo é o mar...
    Abraços

    ResponderEliminar
  4. Areia, mar e o horizonte, mesmo que negro, é uma doce evasão.

    Sente-se o mundo a oprimir-mo-nos e ao mesmo tempo a liberdade plena.

    ResponderEliminar
  5. Esqueci-me de contar ... mas os meus conhecimentos não ultrapassam uma mão, mesmo cheia ...
    As minhas desculpas!

    ResponderEliminar
  6. Xistosa, não percebi o último post...
    1 abraço

    ResponderEliminar
  7. Anónimo17:00

    mac
    sou uma desmancha prazeres para meu ble prazer, rsss
    mac
    imagina como eu me senti com 20 anos a descobrir uma coisa daquelas quando precisei de fazer um trabalho sobre aquele canto dos lusiadas. foi a mesma coisa quando descobri que o homero que julgamos ter sido so um que afinal eram dois porque entre a iliada e a odisseia distam quase 100 anos.
    beijinhos

    leonoreta

    ResponderEliminar
  8. Hoje, está mesmo impossível de passar por perto do mar...acho que nem mesmo com o farol como "guia".
    Vou espreitar o outro lado;)

    ResponderEliminar
  9. voltei aqui...se bem entendi o jogo...aqui (no teu post) só estão 11 :o)

    ;)

    ResponderEliminar
  10. obrigado! foi muito bom chegar aquie ouvir esta musica. continuação de bom fim de semana!

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

8

Conceito de fim...



Ontem abri aleatoriamente as páginas de um livro, tinha um leve cheiro do teu perfume. Estremeci, a tua memória preencheu-me.

Por momentos esqueci as minhas noites solitárias, tantas noite em que chorei até pensar que já não teria nada dentro de mim, em que todo o sentimento, toda a dor, toda a perda, foram derramadas sobre a almofada, essa almofada a que me agarro nessas noites que parecem não terminar, essa almofada que acalma os pesadelos que teimosamente insistem em visitar-me. Sinto-me oca, vazia, de tanto chorar...A gata, que ocupou o teu lugar na cama, acorda muitas vezes comigo a gritar o teu nome, acorda comigo empapada em suor. Coitada da bichana, mia baixinho junto do meu ouvido, numa tentativa de me reconfortar, o que até resulta, mas os pesadelos da tua ausência são uma visita constante.

Às vezes penso se estes pesadelos não serão a minha consciência a gritar de culpa. Cheguei a desejar a tua morte, sabias? Houve uma altura em que me fartei de correr para…

7

Era uma porta enferrujada. E ela entrou.

O autocarro partiu e a porta atrás dela se fechou.
Carregada de sacos onde cabiam os sonhos que o mundo apagou,
Só pensava em fugir de uma vida sacrificada, na rotina de vida em que tombou.
Saiu de casa com os seus sacos mal o dia madrugou,
Regressa a casa com os seus sacos já a noite se fechou,
Sempre com os seus sacos, mais um dia que acabou.
Carrega uma vida nas pernas que o mundo desengonçou,
As mãos grosseiras, a pele acabada, de tanta casa que limpou.
Quando chega a casa ainda vai cuidar da filha que gerou,
A sopa num ápice tragou,
Enquanto a filha o peito mamou,
Mas de tão cansada nem a própria casa arrumou.
Chega o marido, traste, bêbado, canalha, bate-lhe e ela nem notou,
Mais um dia que se passou.
Deitou-se dorida e sonhou,
Sonhou com uma porta enferrujada que sobre ela se fechou
Ali, com uma pedra com o seu nome ela se deparou
E ela finalmente descansou...