quinta-feira, 16 de junho de 2016

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"Orgulho, vaidade, despeito, rancor, tudo passa, se verdadeiramente o homem tem dentro de si um autêntico sonho de amor."

Sonho, foi aquilo que eu vivi contigo, e eu, feito camelo deitei tudo a perder…Iludido pelos nossos dias imperfeitos, saí em busca dessa perfeição inexistente, e tu fechaste a porta. Levaste as tuas roupas, as tuas lágrimas, o teu cheiro. O amor é idiota, mas o orgulho é-o ainda mais, e eu, convencido da minha razão, do alto da minha soberba, não fiz sequer um pequeno esforço para te impedir de saíres da minha vida.

Não sei se foi por altivez ou apenas por mero medo que me visses chorar, e os homens nunca choram, mas a verdade é que deixei a letargia tomar conta de mim, os pés com vontade de correrem até ti, mas as pernas teimosamente a ficarem quietas.

Por vezes penso se aquilo que sentia por ti seria amor, ou apenas uma paixão latejante, pois se de amor se tratasse, eu arrebentaria as rédeas desta vaidade incapacitante, e correria feito louco atrás de ti, não importando se os pés se embrulhassem, fazendo-me tombar nas ruas vazias, tão vazias como eu estou agora sem ti.

E agora que te perdi, e és um mero sonho, descubro-me vazio, oco, perdido, faminto de ti.

Conteitei-me com o orgulho…

O orgulho é idiota.

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