Avançar para o conteúdo principal

Afinal...


Acordei com o teu nome a arranhar-me a garganta;
Queria dizê-lo em voz alta e não consegui.
Pensava que era a tua lembrança que não o deixava fazer.
Afinal...
Estava afónica.

Comentários

  1. Afónico fiquei, depois de te ler. Deliciosa maneira de revelar a situação, adorei mesmo ;) Bom resto de semana.

    ResponderEliminar
  2. Um toque de ironia a fechar o poema com chave de ouro. **

    ResponderEliminar
  3. Às vezes não é tão mau como se pensa... ;)


    (obrigada por, apesar do meu silêncio cansativo, continuares a visitar-me em casa... Muito grata por isso!!)

    beijos
    bom fds

    ResponderEliminar
  4. Confesso que já me aconteceu...mesmo sem estar afónico ;) Boa semana

    ResponderEliminar
  5. há coisas que se nos engasgam na garganta... o amor é daquelas que se nos entalam mais a espinha de Faneca...

    ResponderEliminar
  6. Amiga espero ke estejas melhor entretanto.
    beijo ;)

    ResponderEliminar
  7. Querida amiga...
    Ainda me rio com este delicioso post...
    Directo á cabeça...como diria o Rui!!!!
    Fascinante...corrosivo!!!!
    Bom...mas o que me trás aqui....em primeiro e mais importante é estar contigo um cadinho!!!
    Até porque ultimamente não tenho podido dar tanta atenção ao meu blogg e sobretudo aos meus mais chegados amigos disto dos blogs!
    Acredita que por diversas vezes penso em ti , sobretudo nos meus momentos de tranquilidade absoluta em que num ápice me passo par o meu imaginario mundo!
    è lá que está a minha escrita, as minhas maluqueiras e os meu amigos bloggers!!!
    Bom...mas sem me desviar do assunto....(poe lá a ella a cantar...apetece-me hoje retribuir o bom gosto que tens levado até ao interior...)vim aqui fax«zer algo que raramente ou nunca faço!!!!
    è precisamente isso...comentar os meus posts!!!!
    Mas excepcionalmente faço-o e logo com alguem verdadeiramente excepcional!!!!
    TU!!!!
    Tem havido imensa confusão com o meu ultimo post!!!
    IMENSA!!!!
    De facto quando o comecei a escrever...senti que poderia criar algum celeuma....
    Estava inclusive para o não publicar!!!! Demasiado grande para um espaço blog.... Mas decidi publica-lo!!! Até para testar a "pachorra" dos que me leem!!!!
    E penso que verdadeiramente fui mal entendido!!!!
    Nunca foi minha intenção criticar a mulher!!! ou as mulheres que se movimentam no meio!!!
    Apenas reflectir sobre a rotulagem que é facil nós impormos ás pessoas!!!O teu comment é objectivo no contrasenso!!!porque foi isso nmesmo que eu quis dizer , inversamente!! ou seja, è demasiado facil rotularmos as pessoas!!!!
    Mais, cria-se um mundo cor de rosa que é sustentando pela parolice, pela trivialidade...que mais não é que uma fogueira de vaidades....Obrigam-se as teenagers a reverem-se numa imagem de mulher... que sinceramente....mais parecem cadaveres...ou tábuas de passar a ferro....
    Criam-se termos artificiais...plásticos..consumiveis....
    foi isto tudo que eu me quis referir!!!!
    Nada mais!!!

    Obrigada por me aturares! Não só hoje...mas desde há muito tempo!

    Teu amigo

    Paulo

    ResponderEliminar
  8. Bem esgalhado, direi mais, muito bem esgalhado.

    Abraço.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

8

Conceito de fim...



Ontem abri aleatoriamente as páginas de um livro, tinha um leve cheiro do teu perfume. Estremeci, a tua memória preencheu-me.

Por momentos esqueci as minhas noites solitárias, tantas noite em que chorei até pensar que já não teria nada dentro de mim, em que todo o sentimento, toda a dor, toda a perda, foram derramadas sobre a almofada, essa almofada a que me agarro nessas noites que parecem não terminar, essa almofada que acalma os pesadelos que teimosamente insistem em visitar-me. Sinto-me oca, vazia, de tanto chorar...A gata, que ocupou o teu lugar na cama, acorda muitas vezes comigo a gritar o teu nome, acorda comigo empapada em suor. Coitada da bichana, mia baixinho junto do meu ouvido, numa tentativa de me reconfortar, o que até resulta, mas os pesadelos da tua ausência são uma visita constante.

Às vezes penso se estes pesadelos não serão a minha consciência a gritar de culpa. Cheguei a desejar a tua morte, sabias? Houve uma altura em que me fartei de correr para…

7

Era uma porta enferrujada. E ela entrou.

O autocarro partiu e a porta atrás dela se fechou.
Carregada de sacos onde cabiam os sonhos que o mundo apagou,
Só pensava em fugir de uma vida sacrificada, na rotina de vida em que tombou.
Saiu de casa com os seus sacos mal o dia madrugou,
Regressa a casa com os seus sacos já a noite se fechou,
Sempre com os seus sacos, mais um dia que acabou.
Carrega uma vida nas pernas que o mundo desengonçou,
As mãos grosseiras, a pele acabada, de tanta casa que limpou.
Quando chega a casa ainda vai cuidar da filha que gerou,
A sopa num ápice tragou,
Enquanto a filha o peito mamou,
Mas de tão cansada nem a própria casa arrumou.
Chega o marido, traste, bêbado, canalha, bate-lhe e ela nem notou,
Mais um dia que se passou.
Deitou-se dorida e sonhou,
Sonhou com uma porta enferrujada que sobre ela se fechou
Ali, com uma pedra com o seu nome ela se deparou
E ela finalmente descansou...