Avançar para o conteúdo principal

Referendo



Já se começa a discutir a realização (ou não) dum referendo sobre o Tratado de Lisboa.
Esta é uma discussão vã...a maior parte dos portugueses sente a União Europeia como uma coisa que está lá longe, e que pouco ou nada influencia o seu dia a dia. A maior prova deste discurso, são os elevadíssimos níveis de abstenção nas eleições para o Parlamento Europeu:

1994: 64,46%
1999: 60,07%
2004: 61,40%
Dados retirados do site da Comissão Nacional de Eleições.

Este Tratado só serve para dar mais poder aos eurocratas...

Comentários

  1. Mas será que devemos deixar nas mãos de outros o nosso destino?
    Por vezes também me tento, mas só em momentos, felizmente curtos, de pouca lucidez.

    Agostinho dizia que éramos europeus por acidente porque a nossa alma era atlântica. Mas hoje, é com isso que temos de viver.

    Grande abraço.

    ResponderEliminar
  2. Mas nós já deixamos em mãos alheias os nossos designios...
    As decisões dos eurocratas são tomadas à margem da vontade do povo...

    ResponderEliminar
  3. Acho que, neste momento da História da Europa, em que tudo vai sendo resolvido por Bruxelas, não vale a pena fazer mais um referendo em que poucos participariam.

    ResponderEliminar
  4. Olha que não sei o suficiente sobre o Tratado para poder ajuizar neste momento. Mas pergunto-me em que medida será útil o referendo se não hopuver uma campanha esclarecedora sobre o que está em causa. **

    ResponderEliminar
  5. Falamos da Europa como algo mau mas a verdade é que muito do dinheiro nos últimos anos tem vindo de Bruxelas, os programas Erasmus e Da Vinci têm tido uma adesão espectacular. Elegemos os governantes para decidir sobre coisas que mesmo que nos explicassem durante meses não iríamos perceber por isso neste caso sou a favor de não existir referendo.
    Mas se decidirem fazer vou votar!

    ResponderEliminar
  6. Sinceramente um referendo neste caso parece-me descabido...contra mim falo que estou pouco esclarecida e não saberia manifestar-me de ^forma consciente!
    Os referendos pressupõem uma pré explanação que é nula!

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

8

Conceito de fim...



Ontem abri aleatoriamente as páginas de um livro, tinha um leve cheiro do teu perfume. Estremeci, a tua memória preencheu-me.

Por momentos esqueci as minhas noites solitárias, tantas noite em que chorei até pensar que já não teria nada dentro de mim, em que todo o sentimento, toda a dor, toda a perda, foram derramadas sobre a almofada, essa almofada a que me agarro nessas noites que parecem não terminar, essa almofada que acalma os pesadelos que teimosamente insistem em visitar-me. Sinto-me oca, vazia, de tanto chorar...A gata, que ocupou o teu lugar na cama, acorda muitas vezes comigo a gritar o teu nome, acorda comigo empapada em suor. Coitada da bichana, mia baixinho junto do meu ouvido, numa tentativa de me reconfortar, o que até resulta, mas os pesadelos da tua ausência são uma visita constante.

Às vezes penso se estes pesadelos não serão a minha consciência a gritar de culpa. Cheguei a desejar a tua morte, sabias? Houve uma altura em que me fartei de correr para…

7

Era uma porta enferrujada. E ela entrou.

O autocarro partiu e a porta atrás dela se fechou.
Carregada de sacos onde cabiam os sonhos que o mundo apagou,
Só pensava em fugir de uma vida sacrificada, na rotina de vida em que tombou.
Saiu de casa com os seus sacos mal o dia madrugou,
Regressa a casa com os seus sacos já a noite se fechou,
Sempre com os seus sacos, mais um dia que acabou.
Carrega uma vida nas pernas que o mundo desengonçou,
As mãos grosseiras, a pele acabada, de tanta casa que limpou.
Quando chega a casa ainda vai cuidar da filha que gerou,
A sopa num ápice tragou,
Enquanto a filha o peito mamou,
Mas de tão cansada nem a própria casa arrumou.
Chega o marido, traste, bêbado, canalha, bate-lhe e ela nem notou,
Mais um dia que se passou.
Deitou-se dorida e sonhou,
Sonhou com uma porta enferrujada que sobre ela se fechou
Ali, com uma pedra com o seu nome ela se deparou
E ela finalmente descansou...