Avançar para o conteúdo principal

Sair do Armário



Solange F., 31 anos, apresentadora do programa Curto-Circuito, da SIC Radical, é uma das seis mulheres que assumem ao Expresso a sua homossexualidade. Leia a reportagem na Única.
Parabéns à Solange e às outras 5 mulheres pela coragem demonstrada...Infelizmente ainda há muita homofobia à solta.
E uma grande salva de palmas ao Expresso.

Comentários

  1. também li e vi. muito bem, à que assumir tudo o que somos e obrigar esta sociedade de preconceitos a aceitar as coisas.

    ResponderEliminar
  2. Todos diferentes, todos iguais. Habituado fui a respeitar as pessoas independentemente da sua côr, tendência política ou sexual. No entanto...detesto "modas", e hoje em dia (NA MINHA OPINIÃO) é moda as pessoas "assumirem" a sua tendência sexual. Antigamente, colocávamos na lapela, o emblema do clube de futebol...depois vieram os partidos...depois os lacinhos disto e daquilo. Com o tempo a "moda" se foi, outras virão. Pessoalmente, ASSUMO a minha total discordância pela "importância" a que se dá ao assunto. Mas, como disse de início...todos diferentes, todos iguais.

    ResponderEliminar
  3. Mas é pelo facto de haver pessoas que dão a cara, que estereotipos poderão ser quebrados, dando coragem a quem ainda está dentro do armário, e a não sentirem-se tão "anormais", tal como a sociedade teima em rotular. Há que quebrar estes rótulos.

    ResponderEliminar
  4. Não concordo com assumir ou andar a badalar algo.
    Cada um tem a sua vida que não interessa rigorosamente aos "vizinhos"
    Será para afastar fantasmas?
    Deixa,m de ser as mesmas pessoas e passam a um estatuto mais elevado, ou mais baixo???
    A nossa, (mundana), sociedade está mal estruturada, porque quem é que quer saber se uma figura pública é hetero ou metro, ou bissexual, ou tudo junto ...
    Nem fiquei mais rico, nem mais pobre ...
    Mas alguém perdeu algo ...

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

8

Conceito de fim...



Ontem abri aleatoriamente as páginas de um livro, tinha um leve cheiro do teu perfume. Estremeci, a tua memória preencheu-me.

Por momentos esqueci as minhas noites solitárias, tantas noite em que chorei até pensar que já não teria nada dentro de mim, em que todo o sentimento, toda a dor, toda a perda, foram derramadas sobre a almofada, essa almofada a que me agarro nessas noites que parecem não terminar, essa almofada que acalma os pesadelos que teimosamente insistem em visitar-me. Sinto-me oca, vazia, de tanto chorar...A gata, que ocupou o teu lugar na cama, acorda muitas vezes comigo a gritar o teu nome, acorda comigo empapada em suor. Coitada da bichana, mia baixinho junto do meu ouvido, numa tentativa de me reconfortar, o que até resulta, mas os pesadelos da tua ausência são uma visita constante.

Às vezes penso se estes pesadelos não serão a minha consciência a gritar de culpa. Cheguei a desejar a tua morte, sabias? Houve uma altura em que me fartei de correr para…

7

Era uma porta enferrujada. E ela entrou.

O autocarro partiu e a porta atrás dela se fechou.
Carregada de sacos onde cabiam os sonhos que o mundo apagou,
Só pensava em fugir de uma vida sacrificada, na rotina de vida em que tombou.
Saiu de casa com os seus sacos mal o dia madrugou,
Regressa a casa com os seus sacos já a noite se fechou,
Sempre com os seus sacos, mais um dia que acabou.
Carrega uma vida nas pernas que o mundo desengonçou,
As mãos grosseiras, a pele acabada, de tanta casa que limpou.
Quando chega a casa ainda vai cuidar da filha que gerou,
A sopa num ápice tragou,
Enquanto a filha o peito mamou,
Mas de tão cansada nem a própria casa arrumou.
Chega o marido, traste, bêbado, canalha, bate-lhe e ela nem notou,
Mais um dia que se passou.
Deitou-se dorida e sonhou,
Sonhou com uma porta enferrujada que sobre ela se fechou
Ali, com uma pedra com o seu nome ela se deparou
E ela finalmente descansou...