Avançar para o conteúdo principal

22 Olhares sobre 12 Palavras: Pontos de Venda

Já estão disponíves os pontos de venda do nosso livro. Claro que a opção de ter um livro autografado pelo autor que mais gostarem, também está disponível.

PONTOS DE VENDA
AVEIRO
- Livraria ABC
Rua José Estevão, 56

- Livraria dos Arcos
Rua dos Mercadores, 12

BRAGA
- Centésima Página
Av. Central 118-120

BRAGANÇA
- Livraria Rosa d’Ouro
Praça da Sé, 23

BRUXELAS (BÉLGICA)
- Orfeu - Livraria Portuguesa
Rue du Taciturne, 43 - Willem de Zwijgerstraat

CALDAS DA RAINHA
- Livraria Loja 107
Rua Heróis da Grande Guerra, 107/109

COIMBRA
- Casa do Castelo
Rua de Sofia, 47/49

- Livraria 115
Praça 8 de Maio, 109

ÉVORA
- Livraria Nazareth & Filhos
Praça do Giraldo, 46

GUIMARÃES
-Centésima Página
São Mamede – CAE R. Dr. José Sampaio, 17-25

LEIRIA
Livraria Recreio dos Artistas
Rua Latino Coelho, 12 (Orfeão Velho)

LISBOA
- Livraria Portugal
Rua do Carmo, 70 - Chiado

- Livraria Barata
Avenida de Roma, 11A

MATOSINHOS
- Livraria Marques Ribeiro
Rua Brito Capelo, 193

- Livraria Espacial
Av. da República, 1088

PORTO
- Unicepe - Coop. Estudantes Livreiros
Praça Carlos Alberto, 128 A - aos Leões em frente à reitoria da UP

- Poetria - Livraria Temática de Poesia e Teatro
Rua das Oliveiras, 70

SINTRA
- Papelaria Pinguim
Estrada de Algueirão, Mem Martins

Comentários

Mensagens populares deste blogue

8

Conceito de fim...



Ontem abri aleatoriamente as páginas de um livro, tinha um leve cheiro do teu perfume. Estremeci, a tua memória preencheu-me.

Por momentos esqueci as minhas noites solitárias, tantas noite em que chorei até pensar que já não teria nada dentro de mim, em que todo o sentimento, toda a dor, toda a perda, foram derramadas sobre a almofada, essa almofada a que me agarro nessas noites que parecem não terminar, essa almofada que acalma os pesadelos que teimosamente insistem em visitar-me. Sinto-me oca, vazia, de tanto chorar...A gata, que ocupou o teu lugar na cama, acorda muitas vezes comigo a gritar o teu nome, acorda comigo empapada em suor. Coitada da bichana, mia baixinho junto do meu ouvido, numa tentativa de me reconfortar, o que até resulta, mas os pesadelos da tua ausência são uma visita constante.

Às vezes penso se estes pesadelos não serão a minha consciência a gritar de culpa. Cheguei a desejar a tua morte, sabias? Houve uma altura em que me fartei de correr para…

7

Era uma porta enferrujada. E ela entrou.

O autocarro partiu e a porta atrás dela se fechou.
Carregada de sacos onde cabiam os sonhos que o mundo apagou,
Só pensava em fugir de uma vida sacrificada, na rotina de vida em que tombou.
Saiu de casa com os seus sacos mal o dia madrugou,
Regressa a casa com os seus sacos já a noite se fechou,
Sempre com os seus sacos, mais um dia que acabou.
Carrega uma vida nas pernas que o mundo desengonçou,
As mãos grosseiras, a pele acabada, de tanta casa que limpou.
Quando chega a casa ainda vai cuidar da filha que gerou,
A sopa num ápice tragou,
Enquanto a filha o peito mamou,
Mas de tão cansada nem a própria casa arrumou.
Chega o marido, traste, bêbado, canalha, bate-lhe e ela nem notou,
Mais um dia que se passou.
Deitou-se dorida e sonhou,
Sonhou com uma porta enferrujada que sobre ela se fechou
Ali, com uma pedra com o seu nome ela se deparou
E ela finalmente descansou...