sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Big Brother

Com a criação da figura do secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, dando-lhe amplos poderes a nível operacional e de coordenação, e agora do microchip nas viaturas, o estado imaginado por George Orwell, totalitário e controlador, é cada vez mais uma realidade.

Havendo falta de incêndios, e a actualidade política estando tão morna, há que explorar a onda de violência que se tem fazendo sentir. Mas, não obstante essa exploração, a verdade é que a criminalidade violenta aumentou 15%.

Precisamos de mais polícia? Sim. Precisamos duma polícia mais musculada? Também. Mas é importante não esquecer que é nestas alturas, em que as populações estão inseguras, que surgem os Estados totalitários, apresentando a desculpa da insegurança para melhor controlar os cidadãos. Mais polícia sim, e mais segurança também, mas deixando sempre salvaguardadas as garantias e liberdades das pessoas. Estamos a entrar por um caminho perigoso, quanto a mim...

4 comentários:

  1. Era bom ... mas acabou-se ... voltei ao meu trabalho de reformado.

    Como ainda falta o chip sub-cutâneo, ainda não estaremos perto da segurança absoluta.

    Para já não me vou afligir muito ... quem tiver menos 20 anos é que terá de abrir os olhos e a mente ... porque o poder opressivo virá da Europa!

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  2. por enquanto o chip só é obrigatório, depois, com o mesmo argumento será obrigatório em todos nós.

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  3. Concordo contigo. Sempre fui a favor de um estado providencia e protector dos cidadãos, nunca de um estado perigosamente controlador.

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  4. Só um pormenor que não referi.
    Temos a maior ou das maiores taxas de polícia/habitante.
    O que será que falha?
    Serão os polícias amanuenses de multas e papeis que enxameiam toda a nossa vida?

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The summer is gone III