Avançar para o conteúdo principal

Milk

Fui ver este filme ao cinema. Sean Penn está no seu melhor, tem uma interpretação magistral. Aposto nele para vencedor do Óscar para melhor actor.
Quanto à história, só é pena que 30 anos depois da luta de Harvey Milk pelos direitos dos homossexuais, tão pouco se tenha mudado, e ainda se assista a comentários tão ridículos como os proferidos nesta altura...

Comentários

  1. Sou gaja para ir ver! :)

    ResponderEliminar
  2. O Sean Penn não me costuma desiludir nas escolhas de guiões que faz, por isso ... e, ainda por cima, se recomendas!

    ResponderEliminar
  3. Está na calha para ser visto esta semana...:))

    ResponderEliminar
  4. Não consigo entrar no blog.
    Estive a tentar no da minha mulher e no do meu filho.
    Este, o m/portátil, encrava.
    Nem sei se consigo enviar o comentário.
    Será de mim?
    Da minha ligação?

    ResponderEliminar
  5. São as mentalidades o que mais custa mudar neste mundo em constante mutação...

    ResponderEliminar
  6. Já tenho em casa o dvd :o) para ver (é mais barato que ir ao cinema)e nada me surpreenderá a actuação do SP. Aliás...há muito que ele merece um óscar.

    ResponderEliminar
  7. Está na minha lista! :)**

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

8

Conceito de fim...



Ontem abri aleatoriamente as páginas de um livro, tinha um leve cheiro do teu perfume. Estremeci, a tua memória preencheu-me.

Por momentos esqueci as minhas noites solitárias, tantas noite em que chorei até pensar que já não teria nada dentro de mim, em que todo o sentimento, toda a dor, toda a perda, foram derramadas sobre a almofada, essa almofada a que me agarro nessas noites que parecem não terminar, essa almofada que acalma os pesadelos que teimosamente insistem em visitar-me. Sinto-me oca, vazia, de tanto chorar...A gata, que ocupou o teu lugar na cama, acorda muitas vezes comigo a gritar o teu nome, acorda comigo empapada em suor. Coitada da bichana, mia baixinho junto do meu ouvido, numa tentativa de me reconfortar, o que até resulta, mas os pesadelos da tua ausência são uma visita constante.

Às vezes penso se estes pesadelos não serão a minha consciência a gritar de culpa. Cheguei a desejar a tua morte, sabias? Houve uma altura em que me fartei de correr para…

7

Era uma porta enferrujada. E ela entrou.

O autocarro partiu e a porta atrás dela se fechou.
Carregada de sacos onde cabiam os sonhos que o mundo apagou,
Só pensava em fugir de uma vida sacrificada, na rotina de vida em que tombou.
Saiu de casa com os seus sacos mal o dia madrugou,
Regressa a casa com os seus sacos já a noite se fechou,
Sempre com os seus sacos, mais um dia que acabou.
Carrega uma vida nas pernas que o mundo desengonçou,
As mãos grosseiras, a pele acabada, de tanta casa que limpou.
Quando chega a casa ainda vai cuidar da filha que gerou,
A sopa num ápice tragou,
Enquanto a filha o peito mamou,
Mas de tão cansada nem a própria casa arrumou.
Chega o marido, traste, bêbado, canalha, bate-lhe e ela nem notou,
Mais um dia que se passou.
Deitou-se dorida e sonhou,
Sonhou com uma porta enferrujada que sobre ela se fechou
Ali, com uma pedra com o seu nome ela se deparou
E ela finalmente descansou...