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Vou até à praia e vejo o pôr do sol...penso em ti, e desejo que estivesses aqui, que me envolvesses nos teus braços, que juntos voássemos como gaivotas sobre os nossos sonhos, que não houvesse tempo ou espaço, apenas aquele momento em que o sol escaldante beija a água, e penetra nas suas profundezas...

Comentários

  1. Grande poder de descrição!!:)
    Bom texto

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  2. :) Novo Blog?
    Estarei atenta nos próximos tmepos ;)
    Obrigada pela visita.

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  3. um abraço para ti e obrigado por partilhares as mesmas ideias ! e pela visita ao meu blogg. tarei atento ao teu!
    este post embarca-nos no desjo de coisas boas!


    Paulo santos
    www.interiornorte.blogspot.com

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  4. Anónimo21:38

    I find some information here.

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  5. Curiosa a vida...
    Neste mundo as distâncias encurtam-se pelo reconhecimento de alguém que de tão 'somente' se expressar e de tão claramente a entendermos faz com que se quebrem todas as fronteiras físicas e fala-nos directo ao coração...
    Mais próximo (?) desconheço...
    Parabéns pela Escrita.
    Convido a vista ;)

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8

Conceito de fim...



Ontem abri aleatoriamente as páginas de um livro, tinha um leve cheiro do teu perfume. Estremeci, a tua memória preencheu-me.

Por momentos esqueci as minhas noites solitárias, tantas noite em que chorei até pensar que já não teria nada dentro de mim, em que todo o sentimento, toda a dor, toda a perda, foram derramadas sobre a almofada, essa almofada a que me agarro nessas noites que parecem não terminar, essa almofada que acalma os pesadelos que teimosamente insistem em visitar-me. Sinto-me oca, vazia, de tanto chorar...A gata, que ocupou o teu lugar na cama, acorda muitas vezes comigo a gritar o teu nome, acorda comigo empapada em suor. Coitada da bichana, mia baixinho junto do meu ouvido, numa tentativa de me reconfortar, o que até resulta, mas os pesadelos da tua ausência são uma visita constante.

Às vezes penso se estes pesadelos não serão a minha consciência a gritar de culpa. Cheguei a desejar a tua morte, sabias? Houve uma altura em que me fartei de correr para…

7

Era uma porta enferrujada. E ela entrou.

O autocarro partiu e a porta atrás dela se fechou.
Carregada de sacos onde cabiam os sonhos que o mundo apagou,
Só pensava em fugir de uma vida sacrificada, na rotina de vida em que tombou.
Saiu de casa com os seus sacos mal o dia madrugou,
Regressa a casa com os seus sacos já a noite se fechou,
Sempre com os seus sacos, mais um dia que acabou.
Carrega uma vida nas pernas que o mundo desengonçou,
As mãos grosseiras, a pele acabada, de tanta casa que limpou.
Quando chega a casa ainda vai cuidar da filha que gerou,
A sopa num ápice tragou,
Enquanto a filha o peito mamou,
Mas de tão cansada nem a própria casa arrumou.
Chega o marido, traste, bêbado, canalha, bate-lhe e ela nem notou,
Mais um dia que se passou.
Deitou-se dorida e sonhou,
Sonhou com uma porta enferrujada que sobre ela se fechou
Ali, com uma pedra com o seu nome ela se deparou
E ela finalmente descansou...