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Fantasmas

No "Conto de Natal" de Charles Dickens, havia 3 fantasmas, o Passado, o Presente e o Futuro, sendo que este último foi o que mais atemorizou a personagem de Ebeneazer Scrooge.
Normalmente é o futuro que mais receio nos inspira: o que nos esperará no outro lado da esquina, como será amanhã, será que esta opção será a mais acertada?

E quem fica preso ao passado? E quem fica enleado nas escolhas que não fez, a perguntar-se vezes sem conta "What if...", ficando preso a pesadas correntes que impedem de seguir em frente, olhando vezes sem conta para trás, lamentando o que não fez?

Comentários

  1. Pois eu cortei com o passado, quer dizer com o passado que não interessava, hoje não lamento o que não fiz, esforço-me sim para fazer tudo aquilo que sempre desejei fazer.

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  2. Depende das ocasiões... por vezes há pessoas que nos fazem esquecer o que não fizemos no passado e ficamos sem medo do futuro. É bom quando temos esse tipo de pessoas... mas é difícil!

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  3. Já fui de ficar presa ao passado mas aprendi a lidar com isso. Olho para trás, e apesar de me arrepender de muitas coisas que não fiz e poderia ter feito (quem não se arrepende...) penso que se hoje sou a pessoa que sou, é pelas escolhas e atitudes que tive.

    Felizmente o futuro reserva novas oportunidades.

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  4. Procuro aprender com os erros cometidos no passado, assim tentando avançar de forma mais resoluta para um fuutro que desejo melhor...

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  5. É capaz de ser um fruto..ele há cada fruto agora! Terá vindo no D. da Rexpública?
    Malhar no futuro, aproveitando o ferro que hoje está quente: para ti e todos os da geração de liberdade. Não percam!

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  6. Deep... É um conto muito profundo e de facto uma reflexão bem interessante a fazer... Eu por acaso, às vezes embrenho-me nessa do "What if..." mas sou rápido a aperceber-me que isso é uma cadeia sem fim...

    Mas cada vez mais me questiono é se existe sequer passado, presente e futuro... Não será o tempo uma ilusão?

    xD Beijos... Voltei!

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  7. Será sempre uma opção errada. Somos o produto do nosso passado, mas este, deve servir para nos orientar, mostrar caminhos, e não como refúgio de lamentações.

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  8. O passado é isso mesmo ... foi-se.
    O que conta é o presente.
    O futuro?
    Valerá preocuparmo-nos?
    Quero acordar todos os dias com os dedos dos pés a mexer!
    Isso é o verdadeiro presente, quer como temporal, quer como dom.

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