domingo, 13 de maio de 2007

Liberdade para os blogs!

Até que ponto a escrita é livre num blog? Afinal, estamos presos a um determinado estilo, e se o mudarmos, toda a gente estranha.
Já para não falar que praticamente toda a gente parte do princípio que os posts são autobiográficos. Se fazemos 1 post depressivo, lá vem o pessoal dizer: estás em baixo, que visão tão negra da vida, etc. Se fazemos 1 post erótico, és uma tola, etc. E por aí fora...
Quase toda a gente pensa que aquilo a que nos referimos na escrita, diz respeito a nós próprios. E por isso algumas vezes o bloger "corta-se" a publicar alguns posts, e com medo da opinião dos outros. Estamos sempre debaixo da lupa de alguém não é?

terça-feira, 8 de maio de 2007

Pachorra

Por vezes deseja-se encontrar a nossa cara metade, e parece que os deuses não nos ajudam. Mais parece Sisifo a rolar eternamente a pedra pela montanha. Mas não será por falta de pachorra?
Conforme a idade vai aumentando, vamos aumentando o nosso nível de exigências e também vai faltando paciência para certas e determinadas coisas. Coisas que até passariam despercebidas quando estaríamos na casa dos 20 anos, ou até pensaríamos "Ele vai mudar", na casa dos 30 e qualquer coisa assume uma grande proporção. Falta-nos aquela dose de pachorra para aturar certas mesquinhices, e depois também não apetece dar o braço a torcer. Já aturámos tanto em tantas relações, já crescemos emocionalmente, já conquistámos o nosso espaço e depois o resultado é que não apetece fazer cedências, dar a nossa independência assim, sem mais nem menos...

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Desculpem lá qualquer coisinha...

...mas recebi este mail, que considero absolutamente fantástico (quem não tiver sentido de humor e for susceptível, é melhor voltar para a semana). Está em espanhol, mas acho que dá para perceber:

"Razones por las que me fiaría antes de un gay o una lesbiana para cuidar a mishijos que de un católico practicante.

1)En la entrada de las asociaciones de gays y lesbianas no hay un cadavercrucificado expuesto al público como recuerdo.

2)Los domingos, los gays y las lesbianas no ofrecen pedazos simbólicos de esecadáver para que sus seguidores se lo coman.

3)Los representantes de gays y las lesbianas que defienden las familias, formanfamilias. Los represetantes de los católicos no sólo no forman familias sinoque ni siquiera tienen relaciones sexuales (o al menos no hacen alarde deellas)

4)En una pareja homosexual no existe la posibilidad del "hijo por accidente", ose quiere y se tiene o no se quiere y no se tiene. Una pareja católica sepuede encontrar hijos no deseados y "obligarse a querer" y si tiene muchos"repartir el cariño".

5)Los gays y las lesbianas tienen una tradicion mucho más antigua, porquesiempre ha habido. La iglesia católica es un invento relativamente moderno.

6)La iglesia dice que la homossexualidade és contra natura. En la naturaleza ayhomossexualidade lo que no se impone és el celibato, luego contra natura ésser celibatário."

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Sapatos

Esta coisa de comprar sapatos é uma chatice do caraças...
Uma pessoa entra na sapataria, e é uma verdadeira aventura. Parece a demanda do Santo Graal. Ou porque os sapatos são bicudos; ou porque são abertos e como as noites ainda são frescotas, lá se apanha frio nas patas; ou porque são todos tapados e depois tem-se calor nos pés; ou porque apertam; ou porque os pés ficam a nadar; ou porque deixam entrar água...Uf!!
Pergunto-me como fez a Ciderela, com os seus sapatos de cristal. Para já, não deviam ser nada maleáveis, e ainda por cima teve de dançar em cima daquela coisa...E resta saber se o principe valia a pena todo o trabalho que a fada madrinha teve.
Pois é Cindy, mais valia teres ido de sapatilhas...


quarta-feira, 18 de abril de 2007

Vende-se...

...país à beira mar plantado, sendo um óptimo oásis, pois apesar de estar integrado na União Europeia, e de se declarar um país moderno, o seu povo é ignorante, não levanta ondas e é acredita em tudo aquilo que se diz. Pode tratá-los abaixo que cão, que continuarão sempre que nem ovelhas mansas.
Fuja aos impostos, corrompa árbitros e dê dinheiro por debaixo da mesa aos autarcas...Não se preocupe, nada lhe acontecerá. Até se pode meter com meninos...
E se algum dia almejar chegar a algum lugar na governação deste país e tiver vergonha de não ter habilitações, não se inquiete. Aqui, é possível comprar 1 canudo...

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Fica comigo esta noite


Ele esperava ansioso por aquele momento ao fim do dia...a troca de mensagens, a excitação, as pulsações, tudo num crescendo...Quando chegava por fim ao pé dela, as roupas eram despidas num ápice e atiradas para um qualquer canto, os lábios procuravam-se desesperadamente, as mãos tocavam todo o corpo com sofreguidão e a loucura reinava naquele quarto. Só se ouviam as respirações aceleradas e os gemidos que entrecortavam o ar...

Depois da loucura do primeiro êxtase, vinha a calma e languidez a acompanhar o segundo êxtase, e assim ficavam a gozar aquela volúpia.

Ele, invariavelmente, tentava ficar por lá, e passar a noite com ela, a beijar aqueles lábios ternos, abraçar aquele corpo que ele tanto queria, amá-la e adormecer junto dela, mas ela, também invariavelmente, expulsava-o, ordenando-lhe que se vestisse e que se fosse.

"Cruel", pensava ele; "Não me quero apaixonar por ti", pensava ela. Julgava ela que, fugindo à intimidade, pudesse evitar sentir algo mais por aquele homem. Mas a verdade é que estava cada vez mais enleada naqueles negros olhos, que parecia que a liam por dentro e lhe queimavam a alma e as suas defesas...

Até que num fim de dia, tendo apenas a lua, as estrelas e as trevas como testemunhas, quando já estavam aninhados nos braços um do outro, ela murmurou-lhe ao ouvido "Fica comigo esta noite..."


sexta-feira, 6 de abril de 2007

Casa do Alentejo

Quem passeia na Rua das Portas de Sto. Antão, em Lisboa, e passa pela porta cujo número é o 58, não imagina o que se esconde por trás daquela porta, aparentemente igual a tantas outras e sem qualquer atractivo de especial. É a Casa do Alentejo, que foi edificado para confratenização dos muitos Alentejanos que imigraram para a grande cidade em busca de melhores condições de vida. Hoje em dia, pode-se assistir a tertúlias, cantares, e concertos de piano, principalmente ao Domingo. E quem se pode esquecer do restaurante? O bom vinho alentejano, a boa comida (principalmente as migas com carne. Humm...), as doces sobremesas. E que sobremesas!! O pão de rala, a sericaia... Tudo para aumentar as calorias, mas vale a pena. Recomenda-se vivamente uma visita à Casa do Alentejo.

E a propósito da palavra "Centro" no Palavra puxa Palavra, deixo-vos aqui algumas fotos da Casa do Alentejo, em Lisboa (vejam lá se não vale a pena a visita).



































Photographed by Mac

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Rótulos

Segundo o Diário de Notícias de hoje, a formação dos pais é decisiva no sucesso escolar dos filhos, sendo que "um estudante oriundo de uma família com um nível cultural elevado tem dez vezes mais oportunidades de chegar ao ensino superior do que os que não têm essa mais-valia. E, entre os que entram, os antecedentes culturais e económicos - dois factores quase sempre interligados - pesam decisivamente no tipo de curso que se consegue alcançar."

Detesto estes esteriótipos. É como se nos pusessem um código de barras, e dissessem: esta é a tua finalidade, à qual não podes escapar. O que dizer então de pessoal da minha geração (tenho 33 anos), cuja maioria dos pais só tinha a 4ªclasse? Só a partir da década de 90, é que a maioria dos pais, passaram eles próprios a ter 1 canudo nas mãos. E o nós, os que nasceram antes da década de 80? Sendo asim, a conclusão lógica seria que os nossos canudos foram comprados na Univ. Independente, uma vez que os nossos papás eram quase uns iletrados.
Detesto rótulos...

terça-feira, 27 de março de 2007

Improviso

Photographed by Mac

As escadas de madeira iam dar a uma cave pequena, dominada pelo fumo das longas cigarrilhas. No palco, estavam lá todos: o sax, o piano, o contrabaixo...os músicos, cumplices, iniciavam uma louca jam session, arrancando acordes improvisados aos instrumentos, que rodopiavam nas suas mãos e faziam rodopiar a plateia. Até os gatos saltavam pela escada na ânsia de se juntar àquela loucura...

Este é o meu Improviso. Para ver mais Improvisos ir a Palavra Puxa Palavra.

quinta-feira, 22 de março de 2007

Pântano Primaveril


A Primavera já chegou...É o momento do ano em que a noite e o dia têm igual duração.
Segundo a cultura Celta, este seria o tempo para Rituais de fertilidade, ocasião na qual a vida se renovaria, sendo tido como um momento de união e amor entre a Deusa (Lua) e o Deus (Sol), pois é um período de igualdade e equilíbrio entre as forças da Natureza, e isso indica também que é o momento ideal para fortalecer a energia de complementaridade entre homem e mulher.

Na Primavera de 2007, assistimos a um pântano político cada vez mais putrefacto: não se distingue a direito da esquerda, misturando-se ideologias ao gosto de cada um; o triste espectáculo de Domingo vem demonstrar que a sede de poder de uns e outros, colocando-se acima de qualquer moral ou qualquer desejo de renovação política. O que vale é que o povo é de memória curta e daqui a uns meses tudo será esquecido, voltando o Paulinho (sim, que ele vai levar a dele avante) a ter a popularidade que sempre teve.

Quanto à complementariedade entre homem e mulher, é triste ver que, tantos anos volvidos da luta das mulheres pelo seu lugar na sociedade, há hoje, um programa de televisão que faz das mulheres um bando de cabeças ocas, ouvindo da sua própria boca que é praticamente impossível aliar beleza e inteligência...E mais triste ainda é ver uma pessoa como a Clara Pinto Correia a compactuar com este tipo de programa. Muito sinceramente, esperava mais desta senhora...
Isto é a prova mais que provada, que o dia 8 de Março, é apenas mais um dia no calendário...

sexta-feira, 16 de março de 2007

Entardecer


© MAC -

A tarde estava a chegar ao fim...entrei naquele local pequeno e acolhedor, com as paredes pintadas a castanho e creme, a fazer lembrar barras de chocolate.

Nas prateleiras, chávenas e bules de chá, de todas as cores e feitios.

Nas mesas, o fondue de chocolate, os scones e o doce cheiro das infusões que se desprendem das chícaras.

Nas cadeiras, idosas senhoras, amigas de há longos anos, a beberem esse doce néctar; grupos de jovens a regalarem-se com o doce fruto do cacau; alguém a ler um livro junto da janela.

Lá fora, o Entardecer baixa os seus braços sobre a terra, pintando-a com toda a sua paleta de cores.


Este é o meu Entardecer. Para ver mais entardeceres ir a Palavra Puxa Palavra

This used to be my playground